O Governo da Madeira não tenciona retomar o ensino à distância na região, apesar de sete escolas terem já ativado os planos de contingência devido a casos confirmados ou suspeitos de Covid-19, indicou esta terça-feira o chefe do executivo.

“Neste momento, isso [o ensino à distância] não está em equação”, disse Miguel Albuquerque, sublinhando, no entanto, que o executivo, de coligação PSD/CDS-PP, está “sempre disponível” para adaptar as medidas conforme a evolução da pandemia.

O governante falava à margem de uma visita à “Sala do Futuro”, um espaço promotor de aprendizagens digitais na Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclo do Caniço, concelho de Santa Cruz, zona leste da Madeira, que representou um investimento na ordem dos 20 mil euros. “A ideia será sempre optar pela segurança, salvaguarda da saúde pública e da vida da comunidade e, ao mesmo tempo, manter a economia a funcionar”, declarou, remetendo para quarta-feira o anúncio de novas medidas.

As novas orientações do executivo madeirense avançam quando o arquipélago regista um total de 184 infeções ativas e sete estabelecimentos de ensino já ativaram os planos de contingência devido a casos confirmados ou suspeitos de Covid-19. Há também a assinalar a proibição a partir de quinta-feira da realização de viagens por parte do Reino Unido e da contenção e confinamento da Alemanha, que são os dois principais emissores de turistas para a Madeira.

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Miguel Albuquerque garantiu, por outro lado, que o espetáculo de fogo de artifício no fim do ano só não será concretizado se a região registar uma “catástrofe”.

“Agora, a circunstância em que as pessoas vão assistir ao fogo depende da evolução da pandemia”, esclareceu, sublinhando que o mesmo deverá ocorrer com o parque de diversões e a noite do mercado (23 de dezembro), um dos momentos mais marcantes das festividades de Natal na Madeira, que estarão sob “fortes restrições”.