O secretário-geral do PCP insistiu esta sexta-feira no aumento do salário mínimo nacional para 850 euros e reivindicou uma redução do horário de trabalho a “todos os trabalhadores” para as 35 horas semanais para combater o desemprego.

Jerónimo de Sousa fez estas reivindicações num encontro com sindicalistas e trabalhadores na sede do PCP do centro Vitória, em Lisboa, sobre os salários, e em que falou, durante 10 minutos, sobre a “ação geral” do partido, sem as ligar ao Orçamento do Estado de 2021.

O aumento do salário mínimo e o “aumento geral dos salários é uma necessidade, é uma emergência nacional“, disse o líder comunista, perante uma plateia de pouco mais de 20 pessoas, separadas entre si devido às medidas sanitárias de combate à pandemia de Covid-19. Para Jerónimo de Sousa, o país precisa da “redução do horário de trabalho para o limite máximo das 35 horas semanais“, que seja aplicado “a todos os trabalhadores”, sejam da administração pública, sejam do setor privado.

Esta medida, justificou, colocaria “a necessidade de centenas de milhar de trabalhadores para cumprir as mesmas horas de trabalho, com igual produtividade”. Um meio de “combate ao desemprego e na criação de postos de trabalho“, disse.