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Na sua primeira entrevista desde as eleições de 3 de novembro, o Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a alegar fraude eleitoral sem apresentar provas nesse sentido e chegou a sugerir que tanto o FBI como o Departamento de Justiça estão envolvidos num esquema para impedir a sua reeleição.

“Houve mortos a receber boletins. Pior ainda, houve pessoas mortas que se registaram para ter um boletim de voto. Muitos! Não estamos a falar de 10 pessoas, estamos a falar de muitas pessoas mortas que supostamente votaram nestas eleições. São pessoas mortas que, nalguns casos, muitos e muitos casos, milhares de casos, votaram”, disse, numa de várias alegações que fez, sem contraditório nem provas. “Isto é uma fraude tremenda e como é que o FBI e o Departamento de Justiça… Não sei, se calhar estão envolvidos”, disse.

Mais à frente na entrevista, conduzida pela apresentadora da Fox News Maria Bartiromo, Donald Trump voltou a falar do FBI e do Departamento de Justiça — ou seja, por ordem, a agência responsável por investigar crimes federais e o organismo que junta o que em Portugal é, separadamente, o Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral da República. Questionado pela apresentadora sobre o que estão a fazer o FBI e do Departamento de Justiça perante as alegações de Donald Trump e da sua equipa de campanha, o Presidente dos EUA passou a ideia de que estas agências não estão a fazer nada.

“Estão perdidos em combate. Estão perdidos em combate, não sei dizer onde é que eles andam. Perguntei: ‘Eles estão a ver isto?’. E respondem-me: ‘Sim, estão a ver isto…'”, atirou, dizendo esta última frase num tom lento e desmotivado, imitando os seus interlocutores. “Onde é que eles estão? Eu não vi nada. Só estão a circular e a seguir para o próximo Presidente. As pessoas não costumam pensar nisto, mas eles já estão lá há muito tempo, alguns já serviram diferentes presidentes e têm as suas opiniões.”

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