O Ministério Público deduziu acusação contra uma funcionária de uma escola do Porto, pela prática de um crime de peculato, por se ter apropriado de mais de 76 mil euros, indica a Procuradoria Geral Regional do Porto.

De acordo com uma publicação na sua página da Internet, de quinta-feira, a procuradoria refere que o Ministério Público considerou indiciado que à arguida, enquanto funcionária da Escola Secundária Filipa de Vilhena, no Porto, cabia, além do mais, receber e conferir diariamente os montantes em dinheiro provenientes do carregamento de cartões magnéticos da comunidade escolar e dos serviços de papelaria, bufete, refeitório e reprografia.

A funcionária tinha também a tarefa de efetuar o tratamento contabilístico das operações e efetuar o depósito bancário do dinheiro.

Considerou ainda indiciado que, no exercício de tais funções, de janeiro de 2011 a março de 2015, a arguida se foi apropriando de várias quantias em dinheiro, no montante global de 76.202,11 euros.

O Ministério Público pede que a arguida seja condenada a pagar este valor ao Estado, por constituir a vantagem que teve da prática criminosa, sem prejuízo dos direitos de lesado que venham a ser exercidos.