Macau contabilizou 11.600 desempregados no período de setembro a novembro, a maioria no setor do jogo, fortemente atingido pela pandemia de Covid-19, anunciaram esta quarta-feira 30 de dezembro, os Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

No período em análise, “a população desempregada era composta por 11.600 pessoas, menos 100 face ao período transato”, tendo a maioria trabalhado “anteriormente no ramo de atividade económica das lotarias, outros jogos de aposta e atividade de promoção de jogos, assim como no ramo da construção”, acrescentou a DSEC, em comunicado, sem precisar o número de pessoas afetadas pela crise que atingiu os casinos.

Entre setembro e novembro, a taxa de desemprego no território manteve-se nos 2,9%, tal como no período anterior, de agosto a outubro, com a taxa de desemprego dos residentes a fixar-se em 4%, menos 0,1 pontos percentuais que no trimestre precedente.

A taxa de subemprego aumentou 0,2 pontos percentuais, para 5,4%, com a população subempregada a fixar-se em 21.400 pessoas, mais 600 que no período anterior, indicou.

Também aqui, a DSEC salientou que “a maior parte da população subempregada pertencia ao ramo de atividade económica das lotarias, outros jogos de aposta e atividade de promoção de jogos, bem como ao ramo dos transportes e armazenagem”.

No período em análise, a taxa de atividade da população residente foi de 70%, totalizando 397.800 pessoas, de acordo com a nota.

A população empregada fixou-se em 386.200 pessoas, menos 900 que no período anterior, com o número de residentes empregados a rondar as 278 mil pessoas, mais mil que no trimestre anterior.

O número de pessoas à procura do primeiro emprego representou 14,6% do total da população desempregada, tendo baixado 3,4 pontos percentuais em relação ao período anterior.

“Em comparação com o período de setembro a novembro de 2019, a taxa de subemprego, a taxa de desemprego e a taxa de actividade subiram 4,9, 1,2 e 0,1 pontos percentuais, respetivamente”, apontaram ainda as autoridades.

Desde o início da pandemia, em janeiro deste ano, Macau registou 46 infeções com o novo coronavírus, mas apesar de não ter novos casos há mais de cinco meses, continua fechada a estrangeiros não residentes e sob forte controlo fronteiriço, com estimativas de quebra de 60,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, em resultado da diminuição do turismo e das consequentes quebras nas receitas do jogo.

As operadoras de jogo apresentaram centenas de milhões de euros em prejuízos e dispensaram milhares de trabalhadores logo no primeiro trimestre, na esmagadora maioria trabalhadores não-residentes.

Os casinos tinham fechado 2019 com receitas de 292,4 mil milhões de patacas (cerca de 24,7 mil milhões de euros). Este ano, até novembro, arrecadaram 52,623 mil milhões de patacas (5,5 mil milhões de euros).