A ministra da Saúde alertou esta quarta-feira que Portugal enfrenta uma nova “fase de imensa pressão” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que os próximos dias vão ser “muito duros”, devido ao crescimento de casos de Covid-19.

“Estamos novamente numa fase de imensa pressão no SNS e estamos a procurar responder, mas precisamos da ajuda de todos”, afirmou a ministra, no início da vacinação na Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Misericórdia de Mora, Évora.

Marta Temido observou que os hospitais têm vivido, desde o início da pandemia, “momentos de grande pressão”, assinalando que todos os portugueses “têm de perceber que evitar a transmissão é uma forma de ajudar o SNS a responder, não só à Covid, mas a outro tipo de doenças”.

Segundo a governante, Portugal está “novamente perante uma tendência de crescimento de casos” de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e “os próximos dias vão ser naturalmente muito duros” no país.

Questionada pelos jornalistas sobre a falta de profissionais no SNS, a titular da pasta da saúde sublinhou que “os hospitais têm autorização para todas as contratações que possam fazer”, mas notou que “o mercado de trabalho na área da saúde, não só o português, mas também outros, está com muita falta de recursos”.

“As pessoas já estão a acusar cansaço, são muito meses, muito desgaste e trabalho e há também dificuldade em lidar com esta pressão”, pelo que todos têm de “ajudar a parar a transmissão do vírus, porque é a melhor forma de conseguir a ajudar os profissionais de saúde”, vincou.

A ministra da Saúde salientou que a tutela “tem trabalhado em rede e diariamente” com todos os hospitais, administrações e serviços de saúde e todos têm procurado fazer “uma gestão de camas e de fluxos”.

“Do lado do Ministério da Saúde, o nosso esforço continua no sentido da articulação, transferência de doentes, abertura de vias de comunicação e contratação externa, nomeadamente convenções com o privado”, referiu.

Segundo a governante, o trabalho do seu Ministério “é disponibilizar meios e apoio para quem está na linha da frente ao nível das direções”.

Portugal contabiliza pelo menos 7.286 mortos associados à Covid-19 em 436.579 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O estado de emergência decretado em 9 de novembro para combater a pandemia foi renovado até 7 de janeiro, com recolher obrigatório entre as 23h e as 5h nos concelhos do território do continente com risco de contágio mais elevado.