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As imagens que circularam  nas redes sociais a mostrar carruagens sobrelotadas de passageiros na linha de Sintra parecem de 2018, ano marcado por muitas supressões da oferta nesta ligação, a mais congestionada da Grande Lisboa. Em pico de pandemia e com o confinamento geral de volta, a situação registada nesta linha na quarta-feira de manhã foi pontual e circunscrita à linha de Sintra e ao dia de ontem, garante a CP.

Fonte oficial da operadora ferroviária refere ainda que a procura verificada nos comboios da CP, na última semana, continua a registar quebras muito elevadas. No caso da linha de Sintra, essa redução é da ordem dos 50% face ao período homólogo anterior. E ilustra com números: “No dia 19 de janeiro de 2021 (terça-feira), o número de passageiros que circularam na linha de Sintra / Azambuja (contabilizado a partir das validações de títulos de transporte), foi de cerca de 100.000 passageiros, quando no período homologo anterior esse numero atingia os 205.000. Este cenário é idêntico aos restantes dias da última semana nessa linha”.

Sobre o episódio de sobrelotação verificado esta semana, a CP explica que teve origem numa avaria de uma agulha da rede ferroviária à saída do parque de comboios do Algueirão, detetada por volta das 05h00 da manhã quando se estava a iniciar a operação de comboios na Linha de Sintra. “Essa avaria, que impediu a CP de colocar os  comboios em circulação, porque não conseguia retirá-los do parque, foi reparada por volta das 7h da manhã”.

Uma das imagens partilhadas nas redes sociais

“Esta situação provocou atrasos na circulação dos comboios da linha de Sintra de cerca de 60 minutos, que originaram a aglomeração de pessoas para os primeiros comboios a circular. A partir das 7h da manhã, a normalidade da circulação foi gradualmente reposta, sendo que ao final da manhã estava normalizada”.

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A queda da procura sentida pela CP é transversal a todos os serviços e vem desde o primeiro confinamento. A operadora adianta que até novembro (último mês apurado), essa quebra é da ordem dos 40% face ao mesmo período do ano passado e estima uma quebra de receita da ordem dos 145 milhões de euros, no fecho do ano de 2020. Considerando que no ano passado a receitas de tráfego foram de 274 milhões de euros, a queda será de 47%.

A empresa acrescenta ainda que o índice de regularidade, que mede a oferta efetuada versus a oferta programada, t”em sido de 100% na linha de Sintra, o que significa que todo os comboios programados são realizados. Existem algumas exceções em alguns dias, mas, mesmo nessas situações, o nível de regularidade tem-se mantido acima dos 99,7%.”

Apesar da queda da procura, que se acentuou com o novo confinamento, empresa sublinha que manteve a oferta em 100% nos serviços urbanos, regionais e inter-regionais. Nos intercidades, a oferta ficou igual durante os dias de semana, mas há alterações (presume-se que reduções) ao fim de semana.  Já no serviço de comboios Alfa Pendular, há alterações também nos dias úteis.