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140 toques, 115 passes, cinco dribles, um golo, outra assistência: João Cancelo jogou a médio e foi o MVP na subida do City à liderança

Manchester City voltou à "versão atropelamento", goleou (de novo sem sofrer) o WBA por 5-0 e subiu à liderança da Premier League com mais uma exibição de sonho de João Cancelo até como médio.

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João Cancelo assistiu Gündogan no primeiro golo, recebeu de Bernardo Silva para marcar o 2-0 e abriu caminho a mais uma goleada do City

POOL/AFP via Getty Images

João Cancelo assistiu Gündogan no primeiro golo, recebeu de Bernardo Silva para marcar o 2-0 e abriu caminho a mais uma goleada do City

POOL/AFP via Getty Images

Quando Philipp Lahm pendurou as botas em 2017, ninguém na estrutura do Bayern mostrou algo mais do que uma enorme dívida de gratidão pelo lateral e capitão. Gratidão, agradecimento, garantia de que o internacional ficaria como uma referência para todos os que se seguissem. Em relação à sua substituição na equipa base dos bávaros, essa estava garantida e com um nome a médio/longo prazo que, tal como Lahm, era lateral mas poderia fazer mais posições como Pep Guardiola gostava de experimentar quando liderou o campeão germânico. Hoje Kimmich é um novo Lahm, talvez até melhor. E fica até complicado de perceber se rende mais como lateral a fazer todo o corredor com Müller ou Gnabry a jogarem mais por dentro ou no meio-campo ao lado de Goretzka.

A introdução não tem propriamente muito a ver com o Manchester City mas existe um nome e uma ideia em comum: Pep Guardiola e a noção de que em alguns jogos a maior surpresa é jogar com os nomes do costume mas em posições diferentes. O espanhol já tinha experimentado essa fórmula algumas vezes, a começar pela receção ao Arsenal a meio de outubro, e foi assim que conseguiu estender a passadeira de mais uma goleada, desta vez diante do WBA (5-0). Grande figura? João Cancelo. Que em vez de lateral direito foi médio interior no apoio a Rodri e a uma defesa a três com Rúben Dias, Stones e Zinchenko, tornando-se o MVP do encontro. A forma física e o momento de confiança que atravessa fazem diferença mas o internacional português esteve mesmo em tudo o que de melhor os citizens fizeram. Marcou, assistiu, jogou, fez jogar e simplificou o que poderia não ser fácil.

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140 toques, 115 passes dos quais nove longos, cinco dribles, dois tackles, um golo, uma assistência, nenhuma posse de bola perdida. Cancelo conseguiu traduzir em números uma exibição personalizada e de enorme qualidade que empurrou o Manchester City para a 11.ª vitória consecutiva frente ao WBA, de novo sem sofrer golos, e que leva a equipa para o topo da Premier League, com mais um pontos do que o rival United.

Sobre o jogo, pouca ou nenhuma história. Aliás, desde cedo que se percebeu que a dúvida era perceber os números da vitória dos visitantes frente a um conjunto de Sam Allardyce com demasiadas deficiências defensivas e uma capacidade de transição ofensiva quase inexistente. Phil Foden, após assistência de Bernardo Silva, ainda acertou no poste logo no terceiro minuto mas, aos 5′, Gündogan inaugurou o marcador com um remate colocado à entrada da área após grande passe longo de João Cancelo. O internacional português estava mesmo de pé quente e, já depois de um remate por cima (12′), fez o 2-0 num lance contestado pela equipa do WBA: Bernardo Silva foi lançado na direita, a árbitra assistente levantou a bandeira quando percebeu que o esquerdino não ia para a baliza, o árbitro principal não apitou apesar de alguns jogadores da casa terem parado e Cancelo colocou a bola de pé esquerdo no ângulo superior da baliza de Johnstone, num golo que seria validado pelo VAR (20′).

[Clique nas imagens para ver os golos do WBA-Manchester City em vídeo]

O jogo estava fácil e mais fácil ficou até ao intervalo, com Gündogan – que fez esquecer a grande referência da equipa, Kevin de Bruyne – a aumentar para 3-0 no seguimento de um roubo de bola à entrada da área após passe de Cancelo que foi cortado mas não aliviado pela defesa do WABA (30′) e Mahrez a fechar os números da primeira parte no segundo minuto de descontos após trabalho individual com remate de pé esquerdo. No segundo tempo, e apesar das várias oportunidades, Sterling marcou o único golo que fechou a goleada em 5-0 (57′).

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