Giménez, Trippier, Herrera, Lemar, Vitolo, Dembelé, João Félix. A Covid-19, os problemas físicos e ainda o castigo de dez semanas pela quebra das regras das apostas que continua a afastar o lateral inglês das opções de Simeone fizeram com que o Atl. Madrid apresentasse apenas seis suplentes (e uma substituição ao longo de 90 minutos) no último encontro na Liga frente ao Granada, que terminou com o difícil triunfo por 2-1. Mesmo entre dificuldades, e sabendo que os rivais diretos Real Madrid e Barcelona dão sinais de uma maior regularidade na prova, a liderança continua a ser defendida mesmo com a ilusão de ótica dos cinco pontos de avanço que poderiam passar para 11 em caso de vitória nos dois encontros em atraso. O primeiro era em Valência, com o Levante. E com “reforços”.

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O João [Félix] testou negativo, trabalhou connosco e está bem. Não teve muitos sintomas que o tenham impedido de treinar após o terceiro ou quarto dia em isolamento, ele esteve a trabalhar em articulação com os preparadores físicos, esperando regressar com vontade e entusiasmo. É fantástico podermos contar com ele amanhã [hoje]”, comentou o treinador argentino, confirmando a integração do avançado português na convocatória.

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“Fase mais importante da temporada? Existem muitos momentos ao longo de um ano em que falamos de momento chave, na Liga e não só, mas isso acaba por ser sempre o jogo seguinte. É por isso que estamos cada vez mais focados em fazer o nosso percurso jogo a jogo, é a forma que permite ir crescendo como equipa e sem desvios”, acrescentara ainda, fugindo a qualquer antecipação sobre aquele que era um dos pontos paralelos mais importantes neste encontro do Atl. Madrid: a possibilidade de igualar as 308 vitórias do mítico Luis Aragonés no comando dos colchoneros. “Em tudo na vida, quando ficas a olhar ao espelho para aquilo que estás a fazer deixas de crescer. Prefiro olhar sempre para a frente, para continuar a melhorar. O que passou vai ficar na história, o presente não. Não perco tempo nem há espaço para parar e ficar a olhar”, salientara Simeone antes do jogo.

O treinador que fará em dezembro uma década no comando do Atl. Madrid e que ganhou um Campeonato, uma Taça, uma Supertaça, duas Ligas Europa e duas Supertaças Europeias, além de ter ido a duas finais da Liga dos Campeões perdidas no prolongamento (2014) e nas grandes penalidades (2016) frente ao Real, não conseguiu ainda chegar ao registo de Aragonés após o empate frente ao Levante mas esse feito parece reservado para sábado, onde defronta o mesmo adversário agora no Wanda Metropolitano. E ficou o aviso: se Cholo quer sobretudo olhar para a frente e melhorar, há aspetos na equipa que parecem ter perdido fulgor com o passar do tempo.

Com um esquema de três defesas que se podia transformar sem bola numa linha de quatro com a descida do lateral Vrslajko ou de cinco quando Yannick Carrasco também fechava mais baixo, o Atl. Madrid teve uma entrada mais pressionante nos primeiros minutos mas mais uma vez, à semelhança do que aconteceu nos últimos encontros fora, sem conseguir criar oportunidades. Luis Suárez, após um cruzamento da direita, ainda teve um desvio de cabeça que saiu perto da baliza de Aitor Fernández mas seria o Levante, sempre muito organizado e com linhas baixas sem bola, a inaugurar o marcador numa transição que encontrou Enis Bardhi sozinho na área para bater Oblak (17′). A maior fortaleza defensiva na Liga voltava a sofrer pela sexta jornada consecutiva, tendo só menos dois golos consentidos do que o Sevilha. Mais do que isso, tinha de partir atrás no resultado para tentar reforçar a liderança no Campeonato no primeiro de dois jogos em atraso. E chegou ao 1-1 antes do intervalo após ameaças de Correa e Saúl Ñíguez, com Marcos Llorente a rematar de fora da área e Rober a desviar a trajetória da bola (37′).

Suárez e Marcos Llorente ainda estiveram perto da reviravolta no mesmo lance, com Aitor Fernández a fazer duas grandes defesas, e o Atl. Madrid tinha 45 minutos para voltar aos oito pontos de avanço sobre o rival Real, com Simeone a lançar Kondogbia no lugar de Vrsaljko e a ver logo a abrir Correa fazer o mais difícil, atirando por cima de baliza aberta após remate de Suárez defendido para a frente (48′). No entanto, o Levante foi aguentando essa pressão dos visitantes, que passaram a contar com João Félix a meio do segundo tempo, sofrendo um susto num lance em que Saúl Ñíguez marcou após assistência do português que estava em fora de jogo antes de ficarem muito perto até da vitória numa das poucas saídas que obrigou Oblak a uma grande defesa.