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O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) está a acusar 11 arguidos e duas empresas por associação criminosa, burla e branqueamento de capitais, depois de alegadamente terem constituído um esquema em pirâmide que valeu 15 milhões de euros e prejudicou 13 mil pessoas em todo o mundo, de acordo com o Jornal de Notícias. Entre os acusados está um antigo dirigente da secreta portuguesa.

João Nepomuceno Andrade, que foi espião do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e que se reformou como diretor regional da Madeira há 18 anos, era, segundo o Ministério Público, o líder em Portugal de um esquema criado no Brasil em 2013 e que durou cerca de um ano. O alegado esquema terminou quando a empresa começou a ser investigada nos EUA.

Prometendo grandes retornos em pouco tempo, os mentores do negócio diziam vender aplicações informáticas, armazenamento de dados em cloud e outros serviços que, no entanto, não existiam.

O papel do antigo espião, segundo o JN, que leu a acusação do Ministério Público, passaria por angariar novas vítimas, fazendo vídeos promocionais e intervindo em encontros com centenas de pessoas para angariar novos cluentes.

Outro elemento português desta alegada rede é Carlos Barbosa, presidente executivo da empresa, que terá ajudado a planear o esquema. Foi detido em 2017, depois de vários meses a fugir às autoridades, e entretanto libertado. E José Anastácio, que também pertenceu à PSP, é acusado de ter enganado investidores, conseguindo angariar 250 mil euros. Os três portugueses estão entre os 11 arguidos que aguardam julgamento.

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