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Bale em grande, duas bolas no poste, (mais) dois registos negativos: Tottenham de Mourinho sofre sexta derrota nos últimos oito jogos

Mourinho viu pela primeira vez uma equipa sua sofrer nos cinco minutos iniciais das duas partes e esses erros marcaram primeira derrota frente a Moyes, num jogo com o West Ham onde merecia mais (2-1).

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José Mourinho mexeu bem ao intervalo, deu uma nova dinâmica ao lado direito da equipa mas não conseguiu evitar mais um desaire na Premier League

Justin Setterfield

José Mourinho mexeu bem ao intervalo, deu uma nova dinâmica ao lado direito da equipa mas não conseguiu evitar mais um desaire na Premier League

Justin Setterfield

A goleada do Tottenham em Budapeste frente aos austríacos do Wolfsberger não só colocou os londrinos já quase apurados para os oitavos da Liga Europa como travou mais uma série de derrotas seguidas. É verdade que agora tinham sido apenas duas, na deslocação a Manchester para defrontar o City na Premier League e a Liverpool para jogar com o Everton na Taça de Inglaterra, mas em apenas duas semanas, desde o final de janeiro, os spurs tiveram mais derrotas (cinco) do que em toda a época até à (quatro). De forma inevitável, o lugar de José Mourinho foi colocado em causa na imprensa. De forma precipitada, pelo que se percebeu nos dias seguintes, sendo que qualquer decisão será sempre tomada no final da época até pelos encargos que teria (30 milhões). E até houve um sucessor preferencial apontado aos londrinos: Brendan Rodgers, atual comandante do surpreendente Leicester.

“Nono lugar na Premier League? Acho que ainda é prematuro falar na classificação para a Champions, quando existem tantas equipas com jogos em atrasos. Mas tudo pode acontecer, sobretudo porque nós já defrontámos Liverpool, Chelsea e Manchester City nas duas voltas. Podemos terminar nos primeiros quatro, nos seis primeiros ou fora do top 6, vamos ver. O importante é fazer tudo ao nosso alcance para terminar o mais alto possível”, disse na antevisão do dérbi com o West Ham no Estádio Olímpico. O problema mesmo eram os números e o momento.

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Depois de ter chegado a liderar o Campeonato a par com o Liverpool, a derrota em Anfield em cima do minuto 90 acabou por marcar a série seguinte de encontros, onde a equipa ganhou apenas três em 12. Essa quebra foi grande, até abrupta, havendo sobretudo algo que até aí não tinha sido problema: uma boa reação à adversidade. E era isso que o português voltava a pedir a uma equipa que contou na Liga Europa com a melhor versão de Gareth Bale e com um Dele Alli a crescer após ter assumido um papel de proscrito. “Na semana passada disputámos dois jogos num curto espaço de tempo. Tive jogadores que correram numa quarta-feira à noite em Goodison Park [Everton] e depois no sábado à tarde em Manchester mais de 28 quilómetros. É uma loucura! Claro que gostaria de jogar com todas as minhas primeiras opções, mas isso não é possível. No entanto, os jogadores que entrarem em campo têm toda a minha confiança”, justificara antes do encontro com os austríacos na Liga Europa.

Com ou mais confiança, foram muitas mexidas (em relação à última partida, na Liga Europa) numa equipa que voltou a ter uma entrada falhada pelos erros defensivos que não só levam a golos sofridos mas também a quebras na confiança em campo. Depois, e sobretudo com a entrada de Gareth Bale após o intervalo, houve uma reação personalizada, com carácter, dominadora. O galês, que já tinha estado em destaque com o Wolfsberger, mostrou que, quando quer, ainda joga muito, mas nem isso serviu para evitar a sexta derrota nos últimos oito jogos feitos pela equipa de Mourinho, que ficou ainda mais longe dos lugares de acesso às provas europeias.

Como sete alterações em relação à equipa que goleou o Wolfsberger mas apenas uma comparando com o onze que entrou na derrota com o Manchester City (entrada de Reguilón para o lugar de Ben Davies), o Tottenham manteve Tanganga como defesa direito tendo Matt Doherty no banco e o inglês não demorou a dar nas vistas pelos piores motivos, fechando demasiado por fora num cruzamento da direita que permitiu a Michail Antonio ganhar nas costas de Eric Dier, ver um primeiro remate evitado por Lloris e marcar na recarga (5′). Os spurs entravam a perder num encontro importante até pelo calendário que terão nas próximas semanas, onde só defrontam uma equipa com mais pontos na Premier League no início de abril (Manchester United, daqui a sete jornadas), tentaram reagir num remate perigoso de Harry Kane após grande jogada de Erik Lamela mas o domínio que teve também mais de 70% de posse de bola não teve efeitos práticos até ao intervalo, que chegou com o 1-0 entre duas boas defesas de Lukasz Fabianski a remates de Eric Dier e Harry Kane já no período de descontos.

[Clique nas imagens para ver os golos do West Ham-Tottenham em vídeo]

Mais do que correções táticas, Mourinho, a protestar muito também com algumas decisões de arbitragem, pedia atitude aos jogadores, sendo percetível numa imagem o apelo para que não baixassem a cabeça e continuassem a aumentar a intensidade no dérbi londrino. E parte dessa viragem, que foi bem notória, começou com as trocas de Tanganga e Lamela por Matt Doherty e Gareth Bale, apesar de novo revés logo a abrir a segunda parte.

Num lance que começou por ser anulado pelo árbitro assistente mas que seria mesmo validado pelo VAR, Lingaard aumentou a vantagem com pouco mais de um minuto jogado, dificultando ainda mais a tarefa de um Tottenham penalizado pelos erros defensivos coletivos e individuais. No entanto, e ao contrário do que aconteceu noutras partidas em que a equipa quebrou, os spurs colocaram-se no meio-campo adversário, tiveram em Bale um dos grandes dínamos do ataque à baliza de Fabianski, reduziram por Lucas Moura na sequência de um desvio de cabeça ao primeiro poste após canto e tiveram inúmeras oportunidades para chegarem ao empate (ou mais), incluindo mais um remate muito perto do alvo de Kane, uma “bomba” ainda a tocar na trave de Bale, após uma jogada onde Declan Rice teve um corte fundamental a tirar o golo a Son numa grande saída em transição e mais uma bola no poste de Son em período de descontos quando o West Ham já não passava do meio-campo.

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