As audições, requeridas com “caráter urgente“, do presidente da Lusa e do secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media sobre a agência de notícias foram esta terça-feira aprovadas, disse à Lusa o deputado do PSD Paulo Rios de Oliveira.

O grupo parlamentar do PSD apresentou um requerimento para audição, “com caráter urgente“, do presidente do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos, e do secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, “sobre as condições de funcionamento da Lusa”, que foi votado esta terça-feira na comissão parlamentar de Cultura e Comunicação.

O requerimento foi votado esta terça-feira e aprovado, disse o deputado social-democrata Paulo Rios de Oliveira.

Nos últimos tempos têm sido várias as preocupações manifestadas pela administração da agência Lusa relativamente a dificuldades sentidas pondo em causa o normal funcionamento da empresa”, referem os deputados sociais-democratas no requerimento divulgado no passado dia 15 e dirigido à Comissão Parlamentar de Cultura e Comunicação.

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Para o PSD, “esta situação fica agora agravada com as declarações prestadas por Joaquim Carreira, diretor de áreas de suporte da Agência Lusa, no passado dia 21 de janeiro”, que “a empresa só tem tesouraria para um mês e meio, sendo muito preocupante a situação financeira em que se encontra a agência noticiosa”.

Agência Lusa com dificuldades financeiras “só tem tesouraria para um mês e meio”

Recorde-se que a Agência Lusa, única agência de notícias portuguesa de âmbito nacional, presta ao Estado português, sócio maioritário da empresa, um serviço de interesse público relativo à informação dos cidadãos e o seu funcionamento rege-se pelo Contrato de Prestação de Serviço Noticioso e Informativo de Interesse Público celebrado com o Estado Português”, salienta o PSD.

Os sociais-democratas justificam, assim, o pedido de audição parlamentar do Conselho de Administração da Agência Lusa “sobre as condições de funcionamento da Lusa” e ao secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, “enquanto titular dos interesses do acionista maioritário e também contraparte do Contrato de Prestação de Serviço Noticioso e Informativo de Interesse Público, relativamente às obrigações e responsabilidades que cabem ao Estado assumir de modo a que a Lusa possa cumprir as suas funções”.