O chefe de Estado homenageou esta sexta-feira a Liga dos Combatentes, no dia do centenário da sua fundação, e condecorou o seu presidente, o tenente-general Chito Rodrigues, com a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Numa sessão solene na sede da Liga dos Combatentes, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa concluiu “um dia cheio de significado“, que começou na Batalha, para comemorar o 100.º aniversário desta instituição, mas também o 103.º aniversário da Batalha de La Lys, da I Guerra Mundial e o Dia do Combatente.

Na sua intervenção, o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas afirmou que “a Liga dos Combatentes nunca deixou de lutar pelos combatentes de Portugal” e elogiou o tenente-general Chito Rodrigues pela sua liderança “numa nova fase”, de “renovação da Liga dos Combatentes”.

Nos últimos mais de 18 anos, tem combatido em todas as frentes, com uma pertinácia que roça a teimosia, com uma coragem que roça a obstinação — e disso são testemunhas consecutivos Presidente da República e governos de Portugal”, considerou.

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Marcelo Rebelo de Sousa anunciou então que iria condecorar o presidente da Liga dos Combatentes – que reúne antigos e atuais elementos das Forças Armadas e de segurança — com a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

“Penso ter cabimento, nesta sessão final de um dia tão cheio, entregar-lhe as insígnias que traduzem o agradecimento, não agora aos combatentes de Portugal, não agora já à Liga dos Combatentes, mas a uma fase e a personalidade que deu a alma a uma fase essencial em democracia da Liga dos Combatentes”, justificou.

Estiveram presentes nesta sessão o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro, e também os chefes dos três ramos das Forças Armadas, a secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes e o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP). O Presidente da República enalteceu “os combatentes” de Portugal “desde a fundação da nacionalidade”.

Lutaram com valor, lealdade e mérito. Com o valor da coragem, antes do mais, a lealdade à pátria comum, o mérito da afirmação portuguesa para além das fronteiras de Portugal, na dimensão universal que sempre foi nossa, que é nossa e será nossa”, declarou.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “naturalmente que demora algum tempo a ganhar distanciamento sobre os acontecimentos“, mas “o reconhecimento da nação portuguesa é constante ao longo da sua história aos combatentes por Portugal”, apesar da “preocupação que por vezes assalta alguns com o temor do não reconhecimento de todos”.

“Se olharmos para o fundo, o verdadeiro fundo do povo português, nele está, é bom que se diga — e eu tenciono aprofundá-lo dentro de dias — o essencial da gratidão, que é uma gratidão àquilo que define o melhor da nossa identidade nacional. Não isenta de passos mais felizes e menos felizes, de glórias e de fracassos, mas fazendo desta pátria uma pátria de quase nove séculos de História”, acrescentou.