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Em resposta às ondas de choque que o caso de Odemira está a provocar, Marcelo Rebelo de Sousa veio deixar uma série de avisos e pedir uma averiguação ao que está a acontecer no setor agrícola alentejano, onde trabalham muitos imigrantes: é preciso “apurar o que há de ilegal e se eventualmente haverá qualquer coisa de criminoso”, frisou o presidente da República.

O tema da visita desta quarta-feira a uma escola portuense tinha a ver com o dia mundial da língua portuguesam mas o verdadeiro tema da semana — o que domina a agenda pública desde que o Governo impôs uma cerca sanitária a duas freguesias de Odemira em que, assumiu, há trabalhadores estrangeiros a viver em situações de “insalubridade habitacional inadmissível” — era inevitável. E Marcelo levava resposta pronta.

Desde logo, o Presidente quis defender a ideia de que há “lições” a retirar da situação de Odemira, embora as notícias sobre a situação em que os trabalhadores se encontram não sejam propriamente novas, como também reconheceu. Por um lado, é preciso perceber se há ilegalidades e crimes envolvidos, explicou: “Não é apenas explorar a mão de obra, é tratá-la em termos humanos, com a dignidade que vem na Constituição, para os portugueses e os que vivem em Portugal”.

Outra lição, reforçou, aproveitando para atacar quem critica os imigrantes, passa por perceber a importância destes “para a economia e a sociedade portuguesa”. “De vez em quando ouvimos umas vozes muito contra os imigrantes; ora o que se veio a descobrir — e já sabíamos — é que há milhares e milhares de imigrantes que estão a contribuir para a economia portuguesa”, sejam legalizados ou clandestinos.

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