A startup portuguesa GoParity, que gere uma plataforma que liga empresas a projetos com impacto social e ambiental positivo, recebeu 200 mil euros para chegar a mais países na Europa. Esta ronda de investimento contou com o fundo europeu Mustard Seed Maze (MSM) e a Critical Sofware. Agora, a empresa diz que quer chegar aos 30 milhões de euros de investimentos em projetos de sustentabilidade já em 2022, “quintuplicando” os que tem em 2021.

GoParity. Privados investiram 2 milhões de euros em projetos sustentáveis em 2020

Em 2020, a plataforma já tinha chegado aos dois milhões de euros investidos. Em comunicado, Nuno Brito Jorge, presidente executivo e cofundador da GoParity, diz que este montante vai servir para aumentar o número de projetos sustentáveis que a empresa ajuda a criar. “Muito mais do que o capital que aportam, atraiu-nos a forma de estar do fundo MSM e da Critical, na qual nos revemos e com quem sabemos que podemos contar para multiplicar o impacto positivo que temos”, refere o responsável.

“O momento da GoParity chegou para ficar, alicerçado no sentido de urgência que existe relativamente às alterações climáticas e na constatação do papel que todos temos na transição para uma economia descarbonizada”, diz António Miguel, sócio na MSM. Já Gonçalo Quadros, presidente do conselho de administração da Critical Software, afirma que “investir na GoParity é uma ótima oportunidade para unir forças com uma equipa jovem e inovadora com o potencial de fazer a diferença”.

A mudança começa em cada um(a) de nós e a GoParity oferece a possibilidade de investirmos as nossas poupanças em projetos sustentáveis do ponto de vista financeiro e de impacto. É com base nesta proposta de valor que vamos trabalhar para expandir a GoParity por toda a Europa”, diz António Miguel.

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Nuno Brito Jorge diz que, até ao final de 2021, o objetivo da GoParity é chegar aos “20 mil utilizadores, atingir as 28,5 mil toneladas de CO2 evitado ao ano e ultrapassar os dez milhões de euros em investimento” feitos através da plataforma. Para isso, a empresa está a contratar “mais cinco pessoas para as áreas de Marketing, desenvolvimento de negócio e produto em Portugal e em Espanha”. Este último um “país onde a startup está já a dar os primeiros passos”, adianta o executivo. Para 2022 “as metas são mais ambiciosas”, como refere a startup. E são: “Chegar aos 30 milhões de euros de financiamento em projetos de sustentabilidade, que evitem a emissão de um total de 80 mil toneladas de CO2 ao ano”.

Criada em 2017, em Portugal, onde está está sediada, a GoParity diz que é a “é a primeira plataforma portuguesa de crowdlending [forma de investimento no qual um grupo de pessoas empresta dinheiro a uma empresa digitalmente], que financia projetos de impacto social e ambiental com recurso à sua comunidade de investidores focados no impacto sustentável e financeiro”.

De acordo com a empresa, que está licenciada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), “qualquer pessoa” pode fazer investimentos “a partir dos cinco euros, com retornos na ordem dos 4-7% ao ano”. Através da plataforma digital também é possível “vender e comprar posições de outros investidores num segundo mercado, e configurar uma modalidade de investimento automático de acordo com as preferências do utilizador.

Quatro anos depois de ter sido criada, a GoParity conta com mais de 11 mil investidores de 59 países e “mais de seis milhões de euros investidos, que deram vida a mais de 90 projetos éticos e sustentáveis, localizados em oito países de três continentes (Portugal, Espanha, Lituânia, Brasil, Colômbia, Peru, Equador, Uganda)”.