A pedagoga e pianista Edila Gaitonde, ativista anticolonial envolvida na causa da libertação de Goa, Damão e Diu, morreu hoje aos 100 anos, confirmou à Lusa fonte familiar.

Nascida no Faial, em 03 de novembro de 1920, Edila Gaitonde foi casada com o médico indiano Pundalik Gaitonde, também ele um ativista envolvido na causa da libertação dos três territórios.

Na sua vida, Edila Gaitonde escreveu várias obras, tendo lançado, em português, “As Maçãs Azuis: Portugal e Goa 1948-1961” e traduzido a biografia do seu primeiro marido.

Enviuvou de Pundalik Gaitonde em 1992. Treze anos depois, casou-se com António Nava, pai do poeta Luís Miguel Nava, falecido em 2017.

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Em novembro, aquando do centésimo aniversário, contou a sua história de vida à Lusa. Na ocasião, rejeitou ser velha.

“Eu fui sempre uma pessoa que vivi sempre a vida real, a atual. Nunca me sentei a fazer croché porque já era velha. Nunca fui velha”, afirmou então, quando disse ter tido “uma vida extraordinária de acontecimentos”.