O programa Contratar, que integra uma nova geração de iniciativas de emprego e formação criados pelo Governo dos Açores, integrou cerca de 700 açorianos “em menos de três meses”, anunciou esta sexta-feira o secretário regional Duarte Freitas.

O secretário regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego, que falava à margem de uma visita à Delegação dos Açores da Ordem dos Contabilistas Certificados, em Ponta Delgada, indicou que a maioria dos novos contratos de trabalho são vínculos sem termo e correspondem à integração dos trabalhadores no quadro das empresas.

Duarte Freitas especificou, citado em nota do executivo açoriano, que, dos 702 contratos, cerca de dois terços representam a integração no quadro das empresas, o que contribui para “combater, de forma expressiva, a precariedade laboral, e mais de 55% são provenientes de programas de inserção socioprofissional e estágios”.

De destacar, igualmente, os resultados no que ao emprego jovem diz respeito: 76% dos novos contratos de trabalho são postos de trabalho ocupados por jovens açorianos, comprovando o grande sucesso do Contratar”, disse o titular da pasta do Emprego.

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O programa Contratar, que se desenvolve em duas vertentes, assegura um apoio financeiro que pode ultrapassar os 25 mil euros por trabalhador, no caso de contratos sem termo, em que se incluem majorações na contratação de jovens e desempregados em situação de desfavorecimento inscritos nas Agências para a Qualificação e Emprego dos Açores.

O apoio financeiro tem por base não o salário mínimo da região, mas o contratado pela entidade empregadora, “incentivando o aumento salarial e, consequentemente, a inclusão social e o combate às desigualdades”, segundo o executivo.

De acordo com o Governo dos Açores, a remuneração média paga pelas empresas aos trabalhadores apoiados no âmbito do Contratar potenciou um “aumento médio de cerca de 10% dos salários face às anteriores medidas de apoio à contratação”.

Duarte Freitas referiu que a estratégia do Governo Regional vai continuar a procurar “emprego mais estável, mais bem remunerado e mais qualificado na região”.