O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou esta quinta-feira a absolvição de João Rendeiro (ex-presidente do BPP – Banco Privado Português) e dos ex-administradores Paulo Guichard e Salvado Fezas Vital no chamado caso da Privados Financeiras. Acusados do crime de burla qualificada por alegadamente terem enganado os investidores que aplicaram fundos naquele veículo do BPP, os três gestores viram assim a Relação de Lisboa rejeitar o recurso do Ministério Público e confirmar a decisão da primeira instância.

À beira de poderem ser presos por alegadamente terem falsificado a contabilidade do BPP, João Rendeiro e Paulo Guichard têm assim uma vitória noutro processo do caso BPP. No caso que está quase a transitar em julgado, Rendeiro foi condenado pelos crimes de falsificação informática e falsificação de documento e tem pendente uma pena de cinco e oito meses, enquanto que Guichard foi condenado a uma pena de quatro e oito meses. Estes autos ainda não transitaram em julgado por estar pendente um recurso de Guichard no Tribunal Constitucional e por Rendeiro ainda poder recorrer.

Num terceiro processo do caso BPP, João Rendeiro foi condenado a uma pena de prisão de 10 anos pelos crimes de fraude fiscal qualificada, abuso de confiança qualificado e branqueamento de capitais por factos que ocorreram entre 2003 e 2008. Estavam causa prémios de 31, 2 milhões de euros que Rendeiro e outros ex-administradores com Paulo Guichard e Fezas Vital decidiram e atribuíram a si próprios de forma indevida.

Caso BPP: João Rendeiro condenado a 10 anos de prisão

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