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Foi assim com o Manchester City, foi assim com o Liverpool, foi assim com o Chelsea, foi assim ainda com o Tottenham. Todos pouparam jogadores na primeira eliminatória da Taça da Liga com equipas da Premier League, todos acabaram por passar mesmo indo às grandes penalidades como os dois londrinos. Acaba por ser quase o habitual: calendário preenchido, Champions à porta entre jogos do Campeonato, aquele peso de jogos que vem das seleções. Também o Manchester United fez o mesmo, sendo que a contratação de três “titulares” permitiu que a equipa ganhasse uma outra profundidade no plantel. Problema? Perdeu.

Ronaldo foi ao Olímpico, marcou no 66.º estádio das principais ligas e voltou a ser decisivo na vitória do United (tal como De Gea)

Com uma equipa totalmente diferente daquela que ganhou ao West Ham no Estádio Olímpico no último domingo a acabar o jogo, lançando Dean Henderson, Dalot, Bailly, Lindelöf, Alex Telles, Matic, Juan Mata van de Beek, Lingaard, Jadon Sancho e Martial de início, os hammers adiantaram-se logo a abrir num lance em que o lateral brasileiro ficou muito mal na fotografia e Lanzini aproveitou para o fazer o 1-0 (9′). Até ao intervalo, foram várias as oportunidades para os red devils entre uma bola à trave de Mata, sendo que a desvantagem manteve-se mesmo até ao final já com Bruno Fernandes em campo (entrou aos 72′) entre três jogadas com o encontro já partido em que os visitantes podiam ter ampliado a vantagem.

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Para David Moyes, que teve o complicado (e quase ingrato) papel de sucessor de Alex Ferguson em Old Trafford sem a margem necessária de erro, o triunfo acabou por ser uma “vingança” servida no prato mais frio possível depois da primeira derrota sofrida na época – e pela forma como apareceu, com Lingaard a fazer o 2-1 aos 89′ e Mark Noble a entrar para falhar uma grande penalidade aos 90+4′. Para Ole Gunnar Solskjaer, significou a perda do 18.º título que disputou desde que chegou ao comando.

Recuando um pouco mais, desde que venceu a Taça da Noruega pelo Molde o técnico escandinavo não mais conseguiu conquistar títulos entre Cardiff, de novo Molde e agora Manchester United, onde chegou no final de 2018 para substituir José Mourinho (tudo junto, 25 competições sem vencer). E apesar da chegada de Cristiano Ronaldo, que a par de Varane, Maguire, Luke Shaw, Fred ou Pogba nem foi para o banco, a vida não está fácil para Solskjaer, que começou a Liga dos Campeões com uma derrota com o Young Boys. Para já, as quatro vitórias e um empate na Premier League ainda vão chegando mas começa a ser bem percetível a perda de espaço no clube, mesmo que isso não seja ainda um tema de conferência de imprensa.

Num dos outros encontros da noite, outro treinador começa a ter a vida mais complicada, neste caso português – e por “culpa” do antecessor, também ele português. Com várias alterações nos dois conjuntos, o Tottenham começou da melhor forma a partida e chegou à vantagem de 2-0 com golos de Harry Kane (14′) e Ndombelé (23′) mas permitiu o empate do Wolverhampton ainda antes da hora de jogo por Dendoncker (38′) e Daniel Podence (58′). Apesar das várias oportunidades até ao final, o encontro foi mesmo para grandes penalidades, com o triunfo a sorrir à equipa de Nuno Espírito Santo por 3-2. Bruno Lage, esse, continua a não alcançar resultados e somou a quinta derrota em sete jogos oficiais.