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Um professor do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, demitiu-se após ter mostrado acidentalmente a imagem de uma mulher nua durante a realização de uma prova escrita por uma turma do 9º ano, avançou o jornal O Minho e confirmou o Observador.

O episódio aconteceu quando o professor vigiava um teste feito no dia 1 de outubro. No dia 4 do mesmo mês foi aberto um inquérito — no final dessa semana, que incluiu um feriado, já o professor, que também é padre, tinha sido substituído.

António Araújo, administrador do colégio, detalha ao Observador o relato dado pelo agora ex-professor da instituição: terá começado por projetar as questões do teste numa tela, tendo de seguida utilizado o computador sem se aperceber que tudo que fazia era visto em tempo real pelos estudantes.

Alguém terá enviado um link através de um perfil falso, ao qual o professor acedeu. O link daria acesso a duas imagens, uma delas com uma mulher nua deitada, “mas sem os genitais à mostra”, a segunda mostraria o “tronco de uma senhora” também ela nua, explica António Araújo

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A situação considerada “grave” foi reportada e procedeu-se à abertura de um inquérito no dia útil seguinte, o qual “seguiu os trâmites legais”. A saída do professor licenciado e doutorado em História ficou certa no dia 5 de outubro à noite.

“Passou-se tudo muito rápido. Foi a 1 de outubro, uma sexta-feira. No dia 4 ainda deu aulas e no dia 6 deixou de dar. Houve uma atitude de manifesto incumprimento do dever de vigilância”, assegura António Araújo, que fala ainda “na circunstância de ter mostrado o link” e reforça que o episódio remeteu-se apenas ao exercício das funções enquanto docente.

O administrador do colégio esclarece também que a demissão foi iniciativa do professor visado, uma escolha “decorrente da conversa com a direção da escola”.

Foram feitas duas reuniões com os encarregados de educação a explicar o sucedido, visto que os estudantes que viram as duas imagens eram todos menores. “Assumidamente há um erro de um colaborador da escola”, constata o administrador que admite a possibilidade, embora sem o confirmar, de o momento acidental ter sido captado em vídeo pelos próprios estudantes, como refere O Minho. O jornal diz que foram os alunos que filmaram as imagens projetadas e mostraram aos pais, que por seu turno, levaram o assunto à direção da escola.