Os Estados Unidos garantiram, esta quarta-feira, que identificaram “sinais” de que a Rússia planeia enviar “cerca de 1.000 mercenários” para a região do Donbass, no leste da Ucrânia, para intensificar a sua ofensiva naquele território.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse em conferência de imprensa que há indícios de que o Kremlin procura contratar esses mercenários através do grupo Wagner, uma organização paramilitar privada com paramilitares e forças especiais chechenas.

John Kirby assegurou que o grupo Wagner – também apoiado pelo Kremlin — estaria a tentar recrutar os mercenários na Síria e em países do norte de África, como a Líbia, para os enviar para o Donbass, onde priorizou a sua operação militar.

Os Estados Unidos têm vindo a alertar há semanas para a possibilidade de que a Rússia esteja a recrutar combatentes sírios para as suas fileiras na Ucrânia, sem que haja qualquer evidência de que isso esteja a acontecer este momento.

Na segunda-feira, o Ministério da Defesa britânico afirmou que mercenários da Wagner foram mobilizados para o leste da Ucrânia, estimando que mais de 1.000 combatentes deste grupo paramilitar poderiam ser destacados para o conflito.

“Espera-se que sejam enviados mais de 1.000 mercenários, incluindo oficiais desta organização, para realizar operações de combate”, acrescentou a Defesa britânica numa atualização sobre o conflito russo-ucraniano, divulgada na rede social Twitter.

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