A Ucrânia terá usado armas de fragmentação em Husarivka, numa aldeia no leste da Ucrânia, denuncia esta segunda-feira o New York Times. O uso deste armamento é proibido à luz do direito internacional, sendo que a Rússia também é acusada de já o ter utilizado.

O uso de armas de fragmentação terá acontecido na primeira semana de março, quando a Ucrânia tentava contra-atacar a ofensiva russa. Ninguém terá morrido ou ficado ferido na sequência da sua utilização, ainda que Kiev tenha bombardeado com intensidade a área.

A aldeia de Husarivka já é novamente controlada por forças ucranianas, após as tropas russas a terem tomado no primeiros dias de março, ocupando os seus edifícios.

O maior problema associado ao uso das bombas de fragmentação é que não se sabe ao certo o que vão atingir e, como o nome indica, lançam fragmentos — estilhaços — por todo o lado. Esses pequenos explosivos não detonam imediatamente e acabam por poder funcionar como minas antipessoais.

A Convenção sobre Munições de Fragmentação proíbe este tipo de armas, mas nem a Rússia nem a Ucrânia a assinaram ou ratificaram. Caso se confirme, esta seria a primeira vez que a Ucrânia usa este tipo de armamento.

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