Primeiro foi a 17 de julho, depois a 19. As forças de defesa aérea da Rússia abateram dois caças de guerra na Ucrânia com a particularidade de não serem aeronaves das forças opositoras, mas da própria Federação russa. O El Confidencial diz que são duas das aeronaves mais sofisticadas da frota russa.

Segundo a Forbes, um dos caças foi abatido no domingo passado, em Alchevsk, uma cidade da região de Lugansk que está sob controlo da Rússia. “A tripulação de defesa aérea das forças aliadas destruiu um alvo nos céus sobre Alchevsk”, escreveu o correspondente de guerra russo Yevgeny Poddubny, no Telegram, citado pela Forbes, que através de um vídeo publicado no Twitter avança que se trata de um dos dez Su-34M que foram entregues pela fabricante Sukhoi à Rússia. Cada um custa cerca de 35 milhões de euros, adianta o jornal ABC.

Os Su-34M podem atingir alvos a mais de 900 quilómetros de distância e transportar 12 toneladas de bombas e mísseis. Segundo o ministério a Defesa do Reino Unido, os aviões terão tido uma performance inferior ao esperado no conflito e estão a ser usados essencialmente para transportar bombas que requerem voos de baixa altitude para atingir o alvo — o que permitiu às forças ucranianas abaterem onze destas aeronaves.

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O El Confidencial acrescenta, também citando Poddubny, que a causa pode ter sido uma falha do sistema ou falta de coordenação.

A 19 de julho, acrescenta o El Confidencial, foi a vez de um Su-35 cair, uma aeronave ainda mais cara, que custa cerca de 83 milhões de euros, embora as forças ucranianas tenham dito que foram elas a abater o avião. Neste caso, segundo a Forbes, o alvo seria um rocket fornecido pelos EUA à Ucrânia.