As imagens da operação de desmontagem do palco-altar do Parque Tejo, onde decorreu a cerimónia de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, foram recebidas com surpresa. Primeiro, nas redes sociais, onde começaram a circular a meio da semana: “Estão a desmontar o palco da JMJ. Não era para ficar?”, questiona-se no X (antigo Twitter) uma utilizadora. Depois, na própria Câmara de Lisboa. “A única coisa que sempre nos foi dita é que o palco-altar  ficava, que a estrutura ficaria”, diz ao Observador a vereadora do PS, Inês Drummond.

Passados dois meses, da infraestrutura utilizada durante os últimos dois dias da jornada mantém-se apenas a cobertura metálica e uma base que cobre o solo e a suporta, como mostram várias imagens que começaram a circular nos últimos dias nas redes sociais e imagens posteriores captadas pelo Observador.

Questionada sobre a intervenção que tem estado a decorrer naquele espaço e o que permaneceria, afinal, do palco-altar, a Câmara de Lisboa disse ao Observador que a “estrutura do palco foi retirada, como previsto”. E acrescentou que este é um custo que está incluído no valor final da empreitada — os 2,9 milhões de euros anunciados em fevereiro deste ano, depois de uma polémica sobre o valor inicial apresentado para aquela estrutura: 4,2 milhões de euros.

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