O grupo aéreo Lufthansa, resgatado pelo Estado alemão, faturou 1.606 milhões de euros até setembro, mais 232% do que no período homólogo do ano passado.

Os dados esta quinta-feira divulgados pela Lufthansa indicam que, nos primeiros três trimestres do ano, o grupo registou um volume de negócios de 26.681 milhões de euros (+18%) e um lucro operacional de 2.218 milhões de euros (+161%).

O número de passageiros que viajaram a bordo das companhias aéreas do grupo Lufthansa, que também inclui a Swiss, Austrian e Brussels Airlines, aumentou entre julho e setembro para 38 milhões de passageiros (33 milhões um ano antes).

No terceiro trimestre, o grupo obteve um lucro líquido de 1.192 milhões de euros (+47%) e uma margem de rentabilidade operacional sobre as vendas de 14,3% (11,8% no período homólogo).

Ao apresentar os números a clientes e colaboradores, o presidente executivo, Carsten Spohr, agradeceu “um verão recorde, com o maior volume de negócios e lucro alcançado num verão – incluindo um lucro operacional de 1,5 mil milhões de euros no terceiro trimestre” (+31%).

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Todas as companhias aéreas do grupo e a subsidiária de serviços técnicos Lufthansa Technik contribuíram para o lucro com margens de lucro de dois dígitos.

Spohr considerou que as perspetivas para as reservas são “positivas”, não só para um resultado muito bom este ano, mas mais além, apesar da situação geopolítica ser “muito difícil”.

O grupo Lufthansa prevê uma forte procura por passagens aéreas nos próximos meses.

A Lufthansa vai aumentar a sua oferta no quarto trimestre para 91% face a 2019, antes da pandemia.

As reservas no quarto trimestre já excedem o nível do ano passado numa percentagem de dois dígitos.

A Lufthansa espera um lucro operacional de mais de 2,6 mil milhões de euros em 2023, apesar do aumento dos custos de combustível nos últimos meses.

Em 2024, prevê um aumento de capacidade para 95% do nível anterior à crise pandémica e uma margem de rentabilidade operacional de pelo menos 8%.