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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, defendeu esta segunda-feira que Israel ainda deve fazer mais para aumentar a ajuda humanitária à Faixa de Gaza, garantindo que vai aproveitar a nova viagem ao Médio Oriente para pressionar os líderes israelitas.

Blinken, que falava durante iniciativas que decorreram na Arábia Saudita, frisou que a melhor maneira de aliviar a catástrofe humanitária em Gaza será concluir um acordo de cessar-fogo, que também libertaria os reféns israelitas mantidos pelo Hamas desde que os ataques de 7 de outubro começaram o atual conflito.

Para o chefe da diplomacia norte-americana, o Hamas recebeu uma oferta “extraordinariamente generosa” de Israel, instando o movimento islamita palestiniano a aceitar a proposta.

“[O Hamas] Tem de decidir, e tem de decidir rapidamente. Tenho esperança de que tomem a decisão certa e que possamos ter uma mudança fundamental na dinâmica”, realçou Blinken, citado pela agência Associated Press (AP).

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Embora as negociações continuem a decorrer, o Hamas recusou até agora uma série de ofertas negociadas pelo Egito, Qatar e Estados Unidos e acordadas por Israel.

Mesmo sem acordo, Blinken destacou que é fundamental melhorar agora as condições em Gaza.

“Também não estamos à espera de um cessar-fogo para tomar as medidas necessárias para satisfazer as necessidades dos civis em Gaza“, apontou esta segunda-feira Blinken, aos ministros dos Negócios Estrangeiros do Conselho de Cooperação do Golfo, depois de chegar à Arábia Saudita para a primeira paragem da mais recente viagem ao Médio Oriente, que inclui paragens na Jordânia e Israel.

“Temos visto um progresso mensurável nas últimas semanas, incluindo a abertura de novas passagens e o aumento do volume de entrega de ajuda a Gaza e dentro de Gaza, e a construção do corredor marítimo dos EUA, que será inaugurado nas próximas semanas. Não é suficiente. Ainda precisamos de mais ajuda em Gaza e arredores”, frisou.

Blinken também vincou que a segurança dos trabalhadores humanitários deve ser melhorada e que há um foco em garantir que a ajuda tenha um impacto adequado para os civis palestinos. Dezenas de trabalhadores humanitários foram mortos desde o início do conflito.

A reunião especial do Fórum Económico Mundial (WEF, sigla em inglês), na Arábia Saudita, terminou esta segunda-feira depois de se centrar nas negociações para um cessar-fogo em Gaza, bem como sobre a situação humanitária no enclave.

O evento, oficialmente focado na “Colaboração Global, Crescimento e Energia para o Desenvolvimento”, contou com 1.000 participantes de 92 países para abordar os desafios mais prementes que o mundo tem atualmente, embora grande parte das sessões se tenha centrado no conflito entre Israel e o Hamas.

Antony Blinken foi um dos participantes mais destacados a participar e sublinhou que ainda não viu da parte de Israel um plano que garanta a proteção eficaz dos civis durante a anunciada ofensiva contra a cidade palestiniana de Rafah, na fronteira com Egito.

Na ausência deste plano para proteger a população civil de Gaza, Blinken afirmou que os Estados Unidos não podem apoiar uma operação militar em grande escala em Rafah, onde cerca de 1,4 milhões de pessoas deslocadas pela guerra vivem em condições de sobrelotação.