A Guarda Nacional Republicana apreendeu cerca de 300 mil euros em notas a dois homens, pai e filho, que seguiam de carro em Vila do Conde, quando foram mandados parar numa banal ‘operação STOP’. Os homens, de 20 e 58 anos, foram constituídos arguidos por fraude e branqueamento de capitais.

Pai e filho circulavam de carro na Estrada Nacional 13, em Vila do Conde, quando foram mandados parar pela GNR, que não calculava o que iria encontrar dentro do carro.

Assim que inspecionaram o interior da viatura, os guardas encontraram a quantia avultada de dinheiro, agrupada em maços contidos por elásticos, dentro de mochilas no banco de trás do carro. Intrigados, questionaram os dois ocupantes, de origem chinesa, que não conseguiram justificar a posse e transporte da quantia, revelou o Jornal de Notícias.

“O montante em causa não se encontrava acompanhado de qualquer documentação que comprovasse a sua proveniência ou destino, tendo sido recolhidos indícios de ocultação perante a administração tributária”, justificou, em comunicado, a Unidade de Ação Fiscal da GNR.

“A operação culminou na constituição dos suspeitos como arguidos por fraude e branqueamento de capitais, bem como na apreensão da totalidade do montante e de um telemóvel”, acrescentaram. O Jornal de Notícias recorda que já em maio a Polícia Judiciária tinha desmantelado uma rede que prestava serviço de branqueamento e evasão fiscal a empresários da Varziela — zona de Vila do Conde com forte expressão de imigrantes chineses.

O Tribunal de Vila do Conde e o Ministério Público, além das polícias, tentam agora apurar a proveniência do dinheiro, não excluindo a hipótese de haver ligação a redes de evasão fiscal como as detetadas pela PJ em maio.

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