Os portugueses que contratam crédito à habitação estão, cada vez mais, a ter de pedir ao banco a quase totalidade do valor da casa – 90%, o máximo permitido pelo Banco de Portugal. Segundo dados do portal ComparaJá, na primeira metade deste ano mais de dois terços (66,8%) dos portugueses pediram às instituições bancárias o financiamento de 90% da avaliação do imóvel, o que sugere que essa proporção está a aumentar quando comparada com dados que o Banco de Portugal divulgou recentemente e que dizem respeito ao final de 2021.

“Com o aumento geral dos preços das casas e com a redução dos anos de duração dos créditos à habitação, estes dados sofreram alterações significativas e os portugueses hoje precisam, cada vez mais, da ajuda e do apoio dos bancos“, conclui o Barómetro do Crédito Habitação 2022 do ComparaJá, uma portal de comparação financeira cuja análise se baseia em cerca de 7.000 processos de comparação de ofertas de crédito, iniciados na primeira metade deste ano. É uma amostra representativa, segundo fonte oficial, que inclui créditos de valor menor mas, também, financiamentos mais volumosos.

Além da larga maioria – 66,8% – que pede os 90% do financiamento, cerca de 11,6% buscam um financiamento entre 80% e 89%, segundo os mesmos dados. Ou seja, 78,4% dos novos pedidos feitos neste primeiro semestre pedem ao banco mais de 80% do valor da casa.

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