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“Disseram-me que os meus glóbulos brancos tinham desaparecido completamente e, a seguir, chamaram um padre ao hospital para me dar a extrema-unção“. Aconteceu em 2016. Hugh Wilcock, de 81 anos, estava a passar férias em Espanha. Uma forte dor de costas levou os médicos a receitar-lhe Nolotil, que, defende, “pode ser letal”. Apesar das graves complicações que acredita terem sido motivadas pelo medicamento, Wilcock sobreviveu.  Tal não aconteceu com, pelo menos, dez turistas britânicos que morreram enquanto estavam a tomar Nolotil, um dos analgésicos mais consumidos em Espanha, revelou o The Times, numa investigação publicada em agosto deste ano.

Uma das mortes foi a de Mary Ward. A viver com o marido em Marbella, no sul de Espanha, Ward morreu, em 2006, na sequência de complicações quando estava a tomar Nolotil, analgésico que lhe tinha sido receitado numa clínica privada, em Alicante. “As provas de que os britânicos estão a ser envenenados por este medicamento são esmagadoras. Estes medicamentos são receitados como se fossem doces, mas os espanhóis não parecem estar afetados”, disse ao The Times o marido, Graeme Ward, de 75 anos, que organizou uma campanha pelo fim da prescrição deste analgésico.

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