A explicação poderá ser o efeito da pandemia. Numa altura em que os enfermeiros foram mais precisos do que nunca, foram os cursos de enfermagem aqueles que tiveram maior representatividade entre licenciaturas e mestrados com desemprego zero. Em 2021, havia 10 cursos de enfermagem em que todos os diplomados estavam a trabalhar. No ano anterior, isso apenas era conseguido por seis cursos de formação de enfermeiros e, dois anos antes, por 4 cursos.

Este ano, há 30 licenciaturas e 3 mestrados integrados com emprego garantido, um número total (33) bastante menor do que em 2020 e em 2019, quando foram 68 e 63 cursos, respetivamente. Como habitualmente, os cursos de engenharia estão bem representados e há seis cursos desta área de estudos que garantem emprego a todos os alunos formados. Apesar disso, Engenharia vive uma realidade inversa à dos cursos de Enfermagem e perde representação: em 2020 tinha 13 cursos com taxa de desemprego zero e, no ano antes, 17.

Inversão de marcha. Número de universitários que abandona curso no 1.º ano aumenta com a pandemia

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