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Em qualquer eleição a duas voltas, impõe-se sempre a mesma máxima: na primeira escolhe-se, na segunda elimina-se. Se, na primeira volta, o vasto leque de ofertas pode levar os eleitores a escolherem um candidato com o qual se identifiquem ao máximo, quando as opções se reduzem a apenas dois candidatos, na segunda, o pensamento já é outro. Aí, caso a escolha inicial já não apareça no boletim de voto, elimina-se o pior — e espera-se que o menos mau sirva para a tarefa.

Esta máxima, no entanto, ganha outros contornos — e um novo significado — se aplicada à campanha de Fernando Haddad, candidato do PT às presidenciais brasileiras, também ela em dois sentidos. Na primeira volta, o ex-prefeito de São Paulo não se cansou de dizer o nome de Luiz Inácio Lula da Silva e não desperdiçou qualquer oportunidade de se associar a ele. Depois, na segunda, as menções ao ex-Presidente quase desapareceram.

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