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Happn. Na app "que não promete amor", o ♥ dos portugueses é rei

Portugueses conversam, seduzem mais, são mais correspondidos na Happn do que a média europeia. Só elas mandam 144% mais mensagens, disse Rappaport, líder da app de encontros românticos, ao Observador.

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Tem 60 anos e mais de 20 de experiência em negócios tecnológicos. Didier Rappaport foi um dos cofundadores do Dailymotion, um dos maiores sites de partilha de vídeos, adquirido em 2015 pelo grupo de media francês Vivendi, por 272 milhões de dólares (cerca de 250 milhões de euros). Hoje, é ele quem está à frente de uma das apps líder no mercado online de dating (encontros de cariz romântico entre duas pessoas), a Happn, que ajuda 23 milhões de pessoas no mundo a relacionarem-se.

Em conversa por Skype com o Observador, o presidente da empresa que quer superar a rival Tinder em 2017 explica o que tem o mercado português de diferente dos outros países europeus: interage mais, conversa mais e durante mais tempo. As mulheres portuguesas perdem mais 5 minutos a conversar na app do que a média europeia, mandam 144% mais mensagens e têm 32% mais crushes (quando ambos os utilizadores mostram interesse um no outro). Na opinião de Rappaport, é tudo porque “os portugueses têm uma mente muito aberta”.

Sobre o amor na era do digital, diz que prometer às pessoas que vão encontrá-lo no espaço online é marketing. “Se calhar, podes encontrar uma pessoa ótima para passares a noite, um bom amigo ou a pessoa que vai ser o pai dos teus filhos. Nós não sabemos”, disse. Com cerca de 20 milhões de euros de investimento, a Happn está presente em mais de 40 grandes cidades do mundo, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Paris, Londres, Berlim, Madrid, Buenos Aires, Hong Kong, Milão e Nova Iorque. Em 2018, é possível que haja um escritório da startup francesa em Lisboa.

"Quanto mais progredimos na tecnologia, na história digital, mais sabemos que as barreiras entre o mundo real e o mundo digital se tornam muito ténues"

“Tantas pessoas à nossa volta e é tão difícil conhecer pessoas novas”

Tem uma longa carreira em negócios tecnológicos. Porquê uma app como a Happn?
Quando és um empreendedor em série, nunca dás nada por terminado. Mesmo quando achava que estava bem com determinada empresa e que ia parar, dois meses depois de estar sem trabalhar começava a chatear-me. Quando descobri o mundo digital, nos anos 1990, fiquei maravilhado. E, 25 anos depois, sinto que todos os dias são como o meu primeiro dia. Todas as manhãs, quando acordo, é isto que sinto. Fico fascinado com o que vejo e sinto que o mundo está muito mais rico. É uma questão de paixão.

“Paixão” é uma escolha de palavra interessante, visto que a Happn é uma app para promover encontros românticos.
Estes encontros são muito importantes. Tu, eu, todos nós temos amigos que vivem em grandes cidades e que estão sozinhos. Eu, por exemplo, tenho vários amigos com mais de 40 anos, que estão tão mergulhados na sua vida pessoal que lhes é muito difícil conhecer a pessoa certa. E isso é incrível. Vivemos em cidades grandes, temos tantas pessoas à nossa volta e é tão difícil conhecermos pessoas novas. O dating é algo essencial ao ser humano e estou muito feliz por poder ajudar as pessoas a relacionarem-se. Todos os dias recebemos emails de pessoas a agradecerem-nos por terem encontrado a sua alma gémea ou casado ou tido o primeiro filho. É algo que me deixa maravilhado. Acho que ajudar outras pessoas a conhecerem-se é a melhor coisa que pode acontecer na vida.

+ 144%

Mulheres portuguesas mandam 144% mais mensagens na Happn do que a média europeia.

Happn

Diz em diversas entrevistas que quer trazer o mundo real ao espaço online deste tipo de encontros. Este mundo real, na verdade, é o quê?
O mundo de hoje é feito da tua vida, mas também da tua vida digital. Vê quanto tempo passas todos os dias em dispositivos eletrónicos, no computador. Há 25 anos começámos a falar em mundo real e em mundo digital, mas a verdade é que ambos pertencem à tua vida. E quanto mais progredimos na tecnologia, na história digital, mais sabemos que as barreiras entre estes dois mundos se tornam muito ténues.

+ 44%

Os homens portugueses mandam mais 44% mensagens na Happn do que a média dos utilizadores europeus.

Happn

Se há três anos estivesse a falar com outras pessoas sobre os serviços de dating online que existiam, em poucas palavras o que diziam era isto: que era algo que consumia muito tempo, que era demasiado virtual e também desapontante. E, na verdade, é muito difícil às pessoas de hoje conhecerem pessoas novas. Quando alguém é solteiro e é convidado para uma festa, a primeira pergunta que faz é “quem é que vai?”. E se a pessoa perceber que conhece todas as pessoas, fica desiludido, porque sabe que não vai conhecer ninguém novo.

Cruzamo-nos com muitas pessoas todos os dias. Porque é que temos de ir para o mundo online quando podemos, simplesmente, conhecer as pessoas com quem nos cruzamos? E é exatamente isto que estamos a tentar fazer. Vamos imaginar que vou a Lisboa amanhã (e eu adoro Portugal, a minha família viveu em Lisboa durante 20 anos), que vou a um museu e que ligo a Happn enquanto estou no museu. Nesse momento, vou poder ver na minha app as pessoas [que têm conta na Happn] que estão, naquele momento, a visitar o museu. Elas pertencem à minha vida. E quando vais à Happn, as pessoas que vês são, na verdade, as pessoas com quem te estás a cruzar.

"Consideramos que quando és capaz de passar de perfil em perfil apenas com o deslizar da tua mão, transformas o perfil, o ser humano, num objeto."
Happn

Vimos a fotografia e o nome da pessoa. Se o objetivo da Happn é ajudar as pessoas a encontrar o amor ou a estabelecerem ligações, isso é suficiente?
Quando te cruzas com alguém na rua, qual é a primeira coisa que vês? A pessoa, a cara, ok? A tua primeira atração tem a ver com a aparência e só depois é que vais tentar perceber o que está por detrás. Na Happn, quando vês alguém por quem te sentes atraído, vais ao perfil dessa pessoa, encontras a música de que ela gosta, e começas a chegar à pessoa em si. A aparência pode ser muito boa, mas pode não ser suficiente. E é por isso que damos ferramentas para as pessoas poderem expressar quem são.

“A nossa missão não é prometer às pessoas que vão encontrar o amor”

Têm lançado funcionalidades novas, como a possibilidade de enviar músicas ou mensagens de voz. Acha que as pessoas estão cansadas desta cultura swipe [de deslizar o dedo de perfil em perfil]?
Acredito que muitas das mudanças que estão a ocorrer no mercado do dating online não são profundas, são de marketing. Porque os encontros românticos também são um negócio e muitas empresas estão a prestar serviços destes para fazer negócio. Não estou a dizer que nós não o fazemos, porque fazemos. Mas a nossa primeira ambição é ligar pessoas. Por exemplo, estás a falar do swipe, mas não há swipe na Happn. Porque consideramos que quando és capaz de passar de perfil para perfil apenas com o deslizar da tua mão, transformas o perfil — o ser humano — num objeto.

Há alguma linha perigosa nestes negócios?
Não, não há. O mundo digital é como o mundo real e tudo depende das pessoas. Podes encontrar boas pessoas na vida real e no mundo digital e o oposto também. Mas nós temos uma missão e essa missão não é prometer às pessoas que vão encontrar o amor na Happn. Porque ninguém pode prometer isso. Dizer isto é marketing. O que dizemos às pessoas é que lhes damos as ferramentas que podem ajudá-las a conectar-se com a vida real numa app. Só isso. Depois, as pessoas fazem o que querem e comportam-se como são.

"Quando és capaz de mudar de perfil em perfil apenas com um movimento da tua mão, transformas o perfil, o ser humano, num objeto"

E isso leva-me ao tema da segurança. O que tem a dizer sobre os relatórios que levantam questões ao facto de a Happn recorrer à geolocalização? É um problema para vocês?
O mundo digital ainda está a viver um período muito curto em termos de vida, de história mundial. E, por isso, existem muitos receios: privacidade de dados, geolocalização. O que esses receios mostram é que as pessoas realmente se preocupam consigo, com a sua segurança, com os seus dados. E isso é ótimo. Temos de lhes prestar um serviço seguro. Agora, quando as pessoas dizem que a Happn pode ser perigosa por causa da geolocalização, pergunto “então?”. A geolocalização existe há tanto tempo na nossa vida, não foi a Happn que a trouxe. Saber onde as pessoas vão, onde estão, não é uma coisa que só aconteça na Happn.

+ 32%

Mulheres portuguesas têm 32% mais crushes (quando ambos os utilizadores mostram interesse um no outro) do que a média europeia.

Happn

Também acredita que os millenials vivem numa espécie de insatisfação romântica permanente, porque têm medo de, ao escolher um perfil, estarem a perder a oportunidade de encontrar um perfil melhor a seguir?
Não acredito nisso, de forma alguma. Adorava dizer que acredito no oposto — que estamos a reintroduzir a parte romântica do amor, porque utilizamos as pequenas coincidências da vida. É como quando dizemos: não andes à procura do amor, se estiveres muito focado no amor, nunca vais encontrá-lo. Vive a tua vida e o amor acontece um dia. E isto é a Happn. Porque o cronograma que tens na app é exatamente aquele que estás a viver. Não sabes que pessoas vais conhecer e que tipo de atração vais sentir. E o amor pode acontecer nas pequenas coincidências da vida. Pode acontecer em qualquer esquina. E também pode acontecer na Happn.

+ 2%

Mulheres portuguesas mandam 2% mais charms (envio de notificação para que o outro utilizador/a saiba que temos interesse nele/a) do que a média europeia.

Happn

A magia do amor são as pequenas coincidências?
É uma parte da magia, sim. Mas é preciso não confundir o amor com o romance simples. O amor vem com o tempo, com o conhecimento. Na Happn, o que oferecemos é uma oportunidade de te ligares às pessoas que estão à tua volta. E, como te disse, nós não dizemos que as pessoas encontram o amor na Happn. Se calhar, podes encontrar uma pessoa ótima para passar a noite, um bom amigo ou a pessoa que vai ser o pai dos teus filhos. Nós não sabemos.

Mas acha que a tecnologia está a redefinir a forma como as pessoas expressam o que sentem?
Sim, a tecnologia mudou a forma como as pessoas vivem. Mas em todos os setores, não apenas no dating. Tenho 60 anos e lembro-me que, quando era jovem, sempre que discutia alguma coisa com os meus amigos tínhamos de ir à biblioteca pesquisar. Hoje, está tudo nas nossas mãos e isso muda totalmente a forma como as pessoas vivem. As pessoas têm um acesso fácil e permanente a tudo. Às notícias, tudo. E também aos encontros.

"Tentamos ser honestos, dar um serviço real às pessoas. Depois, como todas as outras empresas, fazemos marketing, tentamos fazer negócio. Temos muitas pessoas a trabalhar na Happn e não é vergonha termos um negócio sustentável."

Vantagens em relação ao Tinder? “Tentamos ser honestos”

O que é que diferencia a Happn?
Hoje, é difícil conhecer pessoas novas por muitas razões. Os jovens trabalham demasiado, não têm tempo para beber um copo com pessoas novas todos os dias. Muitas vezes, nas grandes cidades, as pessoas fecham-se nas ruas porque têm medo de falar com pessoas que não conhecem. Às vezes, isso acontece porque são tímidas ou outro motivo qualquer. Mas, graças à tecnologia, todas as barreiras ficam de fora e podes fazer muitas coisas, muito mais rápido. É uma grande ajuda.

Como é estar sempre a ser comparado com o Tinder?
Significa que a Happn é conhecida. Porque, quando lês alguma coisa sobre o setor do dating online, a verdade é que encontras sempre referência ao Tinder e à Happn, mas o Tinder é muito mais velho do que a Happn. Tem mais do dobro do nosso tempo de vida. E isto significa que nós crescemos muito rápido. Se estiveres sozinho num setor, então isso significa que não existe setor sequer.

+ 5 minutos

As mulheres portugueses passam mais 5 minutos na Happn por dia do que a média europeia.

Happn

O que fazem para conseguir ter vantagens em relação ao Tinder?
Tento ter o melhor produto, prestar o melhor serviço às pessoas. Tento não lhes mentir. A forma como nós comunicamos… Nunca viste uma rapariga com umas mamas assim [gesto com as mãos para a frente] a falar da Happn. Porque não é assim que pensamos a relação entre as pessoas. Tentamos ser honestos, dar um serviço real às pessoas. E é isso. Depois, como todas as outras empresas, fazemos marketing, tentamos fazer negócio. Temos muitas pessoas a trabalhar na Happn e não é vergonha termos um negócio sustentável.

+ 2 minutos

Os homens portugueses passam mais 2 minutos na Happn ??por dia?? do que a média europeia.

Happn

E acha que o Tinder não faz tudo o que acabou de dizer?
Primeiro, não gosto de falar dos meus concorrentes, porque tenho muito respeito por eles. Muitas vezes, tenho opiniões diferentes, mas tenho muito respeito. Cada um tem a sua forma de gerir o negócio e nós temos a nossa. Se quiser que fale da Happn, eu falo. O Tinder é uma grande app, utilizada por dezenas de milhões de pessoas, e isso é a prova de que eles fazem algo que é bom. Porque está a ser utilizado. Isto significa que o serviço que eles estão a prestar funciona para algumas pessoas. Não é a nossa forma de operar, mas…

“Em Portugal, as mulheres são mais ativas do que a média”

E o que pode dizer-me sobre o mercado português?
Primeiro, deixa-me dizer que o nosso país principal é o Brasil. A primeira cidade no mundo [com mais utilizadores] é São Paulo. No Brasil, temos 3,5 milhões de utilizadores e, só em São Paulo, temos mais de um milhão. Em Portugal, temos cerca de 220 mil utilizadores e, só em Lisboa, temos cerca de 110 mil.

O que estamos a notar em todo o mundo é que as diferenças entre os países são muito ténues. Mas, em Portugal, as mulheres são mais ativas do que a média: mandam mais charms (2%) do que as outras mulheres da Europa, por exemplo. E, em relação aos crushes, as mulheres portuguesas têm mais 32% do que a média dos outros países europeus. Já os homens mandam 47% mais mensagens do que os outros países da Europa. E as mulheres mandam mais 144%.

Os portugueses comunicam mais na Happn do que o resto da Europa?
Sim, sem dúvida.

"Tentamos ser honestos, dar um serviço real às pessoas. Depois, como todas as outras empresas, fazemos marketing, tentamos fazer negócio. Temos muitas pessoas a trabalhar na Happn e não é vergonha termos um negócio sustentável."

Por que acha que isso acontece?
Não consigo explicar. No Brasil, acontece o mesmo e é um dos nossos mercados mais ativos. É apenas uma estatística, não conheço bem o temperamento dos portugueses para dizer porquê. Lembro-me que quando estive em Lisboa achei as pessoas muito abertas, são pessoas que gostam de se encontrar na rua. Talvez seja este tipo de mentalidade que também encontramos no mundo digital. Mas a minha opinião pessoal é que os portugueses têm uma mente muito aberta.

Tem dados sobre que fatia desta comunicação termina em encontros no mundo real?
Não, não tenho, Mas o que te posso dizer é que os homens portugueses passam mais 2 minutos na app por dia do que a média europeia. E as mulheres passam mais 5 minutos. A média de utilização é de 40 minutos por semana para todos os utilizadores.

Isto foi uma surpresa para si?
Tenho estado muito surpreendido com os resultados que temos tido no Brasil e em Portugal. As pessoas são muito ativas na Happn em Portugal ou mais ativas do que a média dos outros países da Europa.

"Se falhares é provável que tenhas sucesso depois. O melhor da vida é aprender com os erros"

O Didi é mais velho do que a média dos seus utilizadores. Como vê tudo isto?
Estou surpreendido com o facto de muitas pessoas com mais de 40 anos utilizarem a Happn. Mas a verdade é que há 50 anos, as pessoas não costumavam divorciar-se, por exemplo. Ficavam a vida toda com o mesmo parceiro, mesmo que essa vida não fosse boa. Hoje, o divórcio é mais habitual. Há solteiros de qualquer idade e isso é uma coisa recente. As pessoas com mais de 40 anos também são pessoas que utilizam as ferramentas digitais para conhecerem pessoas novas.

“Ainda não apresentamos lucros este ano, mas apresentamos no próximo”

Como funciona o modelo de negócios da Happn?
Sim. Em todos os perfis, temos corações e charmes. Os charmes são a varinha mágica, os corações não têm custos e quando fazes um like (coração) numa pessoa, ela não vai saber. Mas se a outra pessoa também tiver feito um like no teu perfil, abre-se uma conversa entre vocês. Se quiseres que a outra pessoa saiba que tens interesse em falar com ela, mandas um charme e a pessoa recebe uma notificação. Este charme paga-se, custa entre 10 a 20 cêntimos.

E essa é a única fonte de receitas?
Também estamos a começar a ter publicidade no nosso mural, com já existe em muito sites e apps.

As emoções são lucrativas para os negócios tecnológicos?
Estamos a ser disruptivos nisso também. No passado, estar na maior parte dos serviços de dating online custava-te vários euros por mês, de subscrição. Na Happn, o custo é muito menor. Ainda não vamos apresentar lucros este ano, mas vamos apresentar no próximo. As pessoas às vezes pensam “estamos a falar de amor, de emoções e vocês estão é a fazer negócio”, mas nós providenciamos um serviço real às pessoas e é absolutamente normal que sejamos recompensados por isso.

220.000

Dos 23 milhões de utilizadores da Happn a nível mundial, 220 mil são portugueses.

Happn

Pode dizer-me quais foram os últimos resultados da Happn?
Não, nós não comunicamos isso.

No ano passado, a Happn levantou 14 milhões de dólares numa ronda de investimento série B. A série C está para um futuro próximo?
Está para muito breve. Talvez já no próximo mês ouça falar nisso.

110.000

Dos 220 mil utilizadores portuguesas da Happn, metade estão em Lisboa.

Happn

E quais são os planos?
É sempre o mesmo: tornarmo-nos numa app verdadeiramente líder. Nós já somos [uma das], mas queremos ser a primeira. E, por isso, no próximo ano vamos lançar muitas novas funcionalidades, que não vão servir apenas para testes, vão ser game changers [que vão mudar o paradigma]. Vamos apresentar lucros e expandir a nossa oferta para mais cidades no mundo.

Qual seria a exit [momento em que uma startup sai da esfera dos investidores de capital de risco] perfeita para a Happn?
Deixe-me dizer-lhe que nunca penso nas exits. Penso no meu produto, em como vou fazer com que seja o produto certo, em dar o melhor serviço às pessoas, em tornar o meu negócio rentável. E, se tudo isto estiver a funcionar, então vai haver um exit. Mas não sou o tipo de pessoa que está agora a pensar nesse exit.

O ecossistema de startups de Lisboa está efervescente. Que conselhos pode dar aos jovens portugueses que estão agora a começar?
Primeiro, se já estás no ringue, avança. Segundo, para ter sucesso é preciso falhar primeiro. Por isso, não desistas se falhares, porque se falhares é provável que tenhas sucesso depois. O melhor da vida é aprender com os erros.

Vamos ter em breve um escritório da Happn em Lisboa?
Sim. Não costumamos abrir escritórios noutros países, porque sabemos como gerir o negócio de Paris. Mas, quando começámos a ter anúncios publicitários na app, percebemos que precisávamos de conhecer os operadores locais. E esta é a altura certa para começarmos operações locais. É difícil dizer, mas talvez nos próximos dois anos, dois anos e meio, possamos abrimos um escritório em Lisboa.

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