João Aguardela: o miúdo do bairro “não queria saber onde era o fim”

17 Fevereiro 20174.580

Do atletismo à guitarra, dos Sitiados à Naifa: se era para fazer, Aguardela fazia diferente. Entre um concerto e uma exposição de tributo, recordamos a vida do músico que morreu em 2009, aos 39 anos.

Francisco Resende lembra-se de ver João Aguardela passar com uma mala de guitarra debaixo do braço no bairro do Conde Monte Real, em São Domingos de Rana. Era o verão de 1984, João tinha 17 anos e passava as tardes a aprender guitarra. “Um dia fui ter com o João e perguntei-lhe se podia tocar com eles. Ouvia-se o barulho dos ensaios na rua”, recorda.

João Aguardela haveria de fundar os Sitiados e A Naifa, criou o Megafone e foi um dos responsáveis pelo projeto Linha da Frente. Morreu a 18 de janeiro de 2009, aos 39 anos, mas nas duas décadas anteriores foi um dos nomes fundamentais da música pop portuguesa, tão popular como criativo e insatisfeito. É também assim que Francisco Resende o recorda, ele que era um dos nomes confirmados há muito para um concerto de tributo na noite desta sexta feira, em São Domingos de Rana. E é também aí que este sábado inaugura uma exposição sobre a vida e a carreira do músico. Porque foi ali que começou a história de Aguardela.

Os Meteoros do bairro

Não eram amigos. Francisco conhecia João de vista, chegou a correr com ele no atletismo de Monte Real mas pertenciam a grupos diferentes. “Eu era da parte de cima do bairro e o João da parte de baixo”, conta. Mas Aguardela aceitou a proposta e convidou-o a tocar na sala de José Carlos, o baterista. “Éramos tão rudimentares. Eu nem guitarra tinha. Tocava na do João”, conta.

Na altura faltava-lhes um baixista. “Até que vi o Mário [Miranda] na paragem do autocarro com um instrumento. Perguntei-lhe se não queria tocar connosco”, relembra Resende. Estava formada a banda Meteoros. Tocavam versões de outras bandas, Xutos e Pontapés, David Bowie ou Bryan Adams. “Começámos a tocar no Desportivo do bairro e ali à volta, em Sintra e Cascais. Até a escolas e liceus fomos”, comenta.

João Aguardela com os Meteoros, em meados dos anos 80

Em dezembro de 1987, inscrevem-se no quinto concurso de música moderna do Rock Rendez Vous, já com Fernando Fonseca na bateria. Precisavam de fazer canções novas: “Arranjámos um estúdio caseiro em Oeiras para gravar a maquete com 4 temas”, lembra Francisco. Era também necessário mudar o nome da banda. “Um dia o João apareceu e disse que já tinha o nome: Sitiados” — recorda o guitarrista que o título foi inspirado por um tema dos Mão Morta.

Ficaram em segundo lugar no concurso, em setembro de 1988. E a classificação valeu-lhes a entrada na compilação Registos, editada pela Dansa do Som, com o tema “A Noite” e uma tour pelo país. “Até deu para comprar uma guitarra e um baixo”, conta Francisco.

Do Algarve a Vinhais, durante quase quatro anos, percorrem Portugal entre espetáculos. Eram presença assídua no Luís Armastrondo, um espaço na Ribeira, no Porto, que abriu portas durante a década de 80 e que se tornou numa espécie de extensão do Rock Rendez Vous de Lisboa. Manuel Machado, que pertencia aos Essa Entente, junta-se ao grupo no acordeão para tocar “em todas as terras e terriolas”, recorda Francisco.

“O João era um animal em palco. No estúdio era sempre muito calado, ouvia e só depois dizia o que pensava. Mas lá em cima, transformava-se completamente.”
Tózé Brito

Em 1990, Sandra Baptista recebe uma chamada de Manuel Machado “a perguntar se não o queria substituir no acordeão”. “Não tocava há muito, mas agradava-me a ideia. Disse que podíamos experimentar”, recorda Sandra. Tinha aprendido a tocar acordeão aos seis anos, mas na adolescência abandonou-o. “Era mal visto uma mulher tocar este instrumento”, confessa.

No primeiro dia de ensaio passa a fazer parte da banda e foi também nesse dia que conheceu o João Aguardela: “Lembro-me desse dia. Lembro-me que era primavera e o tempo estava a ficar quente”. Com ela, entra também Jorge Buco para o bandolim.

Seguem para a estrada com os Sitiados. “Chegávamos a dar 80 espetáculos por ano, quase todos no verão porque não havia concertos no inverno naquela época.” Boa parte do tempo era passado dentro da carrinha da banda e chegavam a dar “dois concertos por dia, um em Trás-os-Montes e outro no Sul”. “Era surreal. Tudo era vivido de forma intensa, como se não houvesse amanhã”, conta Sandra.

Laura Diogo, ex-Doce, torna-se a manager dos Sitiados. “A banda já permitia isso”, recorda Francisco Resende. É também nessa altura, em junho de 1992, que o guitarrista fundador abandona os Sitiados. “Eu e o Mário trabalhávamos e estávamos a começar a condicionar a banda e as datas de concertos”, explica. Entra João Marques (ex-Clandestinos) para o baixo.

A manager decide tentar gravar o primeiro disco. “Quando recebo a maquete da Laura, quis logo conhecê-los. Foi amor à primeira vista”, recorda Tozé Brito, responsável na época pela filial portuguesa da editora BMG, que foi vê-los ao vivo antes de qualquer gravação: “O João era um animal em palco. No estúdio era sempre muito calado, ouvia e só depois dizia o que pensava. Mas lá em cima, transformava-se completamente”.

[“Vida de Marinheiro” ao vivo no Pavilhão Carlos Lopes, em 1993:]

“Foi um dos primeiros contratos da BMG em Portugal”, recorda o antigo editor. Em 1992 a banda lança o álbum Sitiados. “Era uma espécie de best of dos anteriores 4 anos da banda. De todo esse tempo, o João fez uma seleção que deu origem a este primeiro disco”, explica Francisco Resende que, apesar de já não estar na banda, foi chamado ao estúdio.

Contas feitas, foi um êxito. “Eles eram autênticos e espontâneos, sem vedetismos. Nada ali era cozinhado como vemos muitas vezes. A alegria contagiante no espetáculo era qualquer coisa”, acrescenta Tózé Brito. As primeiras cópias não foram suficientes. “A rádio não parava de tocar. Chegámos aos 40 mil exemplares com o grande sucesso ‘Vida de Marinheiro’.”

Os Sitiados tornavam-se numa das bandas mais populares em Portugal. “Saltou tudo para a rua, estávamos em toda a parte, éramos os maiores”, afirma Sandra Baptista, que recorda um concerto no Porto que teve até direito a invasão de palco: “De repente, havia tanta gente no palco que já não sabíamos quem estava a tocar ou o que estávamos a tocar”.

João Aguardela e Sandra Baptista: os Sitiados em 1992 (foto de Carlos Gaspar)

Com o primeiro dinheiro que ganhou com os Sitiados, João Aguardela comprou uma casa. “Queria que viesses aqui com a mãe”. Foi esta a frase que o músico disse pelo telefone ao pai, a mesma frase que José Manuel agora recorda. Aguardela mudou-se para o Penedo, a poucos mais de 3 km da casa da família. Sempre que podia passava por lá, “nem que fosse para um café”: “Há um trabalho dele que é um fado ao nosso bairro. Ele gostava muito disto aqui”, recorda José Manuel.

O João de Monte Real

A família Aguardela tinha-se mudado para Monte Real a 1 de fevereiro de 1976, João tinha sete anos. “Criámos o Desportivo para os miúdos conviverem e praticarem desporto”, explica José Manuel, agora com 73 anos. O filho começou a fazer teatro juvenil, a dedicar-se ao atletismo e à música.

João Miguel Aguardela ensaiava no clube do bairro, mas as queixas dos vizinhos obrigaram-no a parar. Lembrou-se do sótão do prédio. “Aquilo não tinha condições e estava cheio de coisas. Juntaram-se todos e limparam. Ficou que parecia um estúdio”, comenta o pai. Ainda assim, continuavam os mesmos problemas: “A casa ao lado não aguentava o barulho”, conta. Com 15 anos, João não gostou e disse ao pai: “Então se não me deixam ensaiar vou pôr este lixo todo lá em cima outra vez”. Acabou a ensaiar na sala de um amigo.

A primeira vez que viu o filho ao vivo foi na festa de natal do clube, “ainda nem Sitiados eram”. Voltou a repetir a experiência num concerto que o grupo deu no bairro. “O som estava uma desgraça. Cheguei a comentar com a minha mulher que aquilo até parecia mal”, diz-nos José Manuel.

Muito mais tarde, assim que a “Vida de Marinheiro” saiu, o telefone não parou de tocar na casa dos Aguardela. A música passava a toda a hora, tocava na rádio e na televisão. “Era impressionante. Toda a gente sabia de cor. Ainda hoje sabem”, refere José Manuel: “Um dia o João ouviu a vizinha a dar banho ao filho e cantar a música de cor. Ficou todo satisfeito”.

Nunca tiveram músicos na família. “A primeira viola que o João teve foi a avó Maria que lhe ofereceu”, explica José Manuel. João tinha apenas 11 anos. Muito depois, chegou ao quarto ano de Direito. “Pai, desculpa tenho que te agradecer teres-me permitido estudar mas vou desistir. A minha vida é a música”, confessou aos pais.

“A primeira coisa que ele fazia quando acordava era colocar o vinil a tocar, ouvia dos dois lados enquanto fumava um cigarro e só depois começava o dia”. Quem o diz é Ricardo Alexandre, amigo e autor da biografia do músico lançada em 2011. Conheceu Aguardela no Porto, através de um amigo comum, João Nuno Coelho. “Éramos fãs de Xutos em 86 e andávamos atrás deles e das cassetes piratas”, descreve o jornalista.

[“Outro Parvo no Meu Lugar”:]

Anos mais tarde, já na década de 90, muda-se para Lisboa e ficam mais próximos. “De tal maneira que o convido para padrinho do meu primeiro casamento”, acrescenta. Ricardo estava com Aguardela na Festa do Avante quando os Resistência cantaram o tema “A Noite” dos Sitiados. “Foi no exato momento em que estávamos a abandonar o recinto. Quando ouvimos os primeiros acordes, parámos e olhámos um para o outro”, recorda. Não faziam ideia que o grupo português ia tocar aquilo. “Vamos beber uma cerveja. Esta já está paga”, respondeu João.

“Ele estava revoltado porque só naquela altura é que conheceu cantares de trabalho que tinham sido gravados dezenas de anos antes. O Megafone era uma espécie de filho mais novo que o estava a surpreender. É esse o seu trabalho mais pessoal."
Sandra Baptista

Foi também no Avante que Ricardo Alexandre viu 60 mil pessoas ajoelharam-se para “rezar” num concerto dos Sitiados. “Uma das músicas no refrão falava de beatas e velhas a rezar e o João convidou o público a fazer isso”, conta. Perdeu a conta aos concertos que acompanhou pelo país. “No final, o João queria ver os amigos, as pessoas da cidade, saber o que o público tinha achado do espetáculo”, assegura Ricardo. “Até surgirem os Sitiados, não havia nenhum projeto musical português que misturasse fado, rock, folclore e punk, não daquela maneira. Ele sempre foi original e com aquela capacidade de contagiar quando tocava”, reforça o jornalista.

Depois dos Sitiados

Lançaram cinco álbuns, dois homónimos, E Agora?!, O Triunfo dos Eletrodomésticos e Mata-me Depois. Em 1999, a banda decide parar. “Quando houver alguém com uma ideia nova, fazemos um novo álbum. Não vamos repetir o que já temos”, disse João um dia ao chegar ao ensaio dos Sitiados. Foi o primeiro assumir o fim natural do projeto. “Aconteceram muitas mudanças na banda, muita gente entrou, outros tantos saíram”, refere Sandra Baptista. O último concerto acontece na passagem de ano de 1999 para 2000.

Anos antes, em 1997, João Aguardela tinha descoberto recolhas de música tradicional portuguesa feitas por musicólogos como Michel Giacometti “Ele estava revoltado porque só naquela altura é que conheceu cantares de trabalho que tinham sido gravados dezenas de anos antes”, explica Sandra Baptista. Aguardela haveria de decidir entregar-se a um novo projeto, o Megafone. “Era uma espécie de filho mais novo que o estava a surpreender. É esse o seu trabalho mais pessoal, que junta eletrónica e música tradicional. Algo que ninguém fazia na altura”, descreve Ricardo Alexandre.

Aguardela no projeto Megafone

O projeto partia de temas gravados por gente como José Alberto Sardinha, advogado e investigador de música tradicional: “Nunca nos chegámos a conhecer pessoalmente, mas gostei do resultado final”. Há mais de trinta anos que Sardinha percorre aldeias de todo o país entre estudos e gravações e guarda hoje um vasto arquivo sonoro. “O João pegou em temas que mostram a realidade das várias regiões do país”, afirma. “Um dos meus objetivos não é arquivar este trabalho, é, antes, que músicos como o João os desenvolvam.”

Com o Megafone, Aguardela usava esta matéria-prima como mote para uma desconstrução de cânticos tradicionais, cruzando-os com ferramentas digitais. “É uma dimensão que ainda não é de agora. Vai ser mais tarde. Acho que o Megafone nem sequer foi compreendido”, refere Mitó Mendes, que conhece João Aguardela n’A Naifa, o seu último projeto musical.

Em 1999, João é convidado pela Câmara de Lisboa para estar presente num espetáculo de rock dedicado ao 25 de Abril. Junta-se a Luís Varatojo dos Peste & Sida/Despe & Siga, Rui Duarte dos Ramp, Viviane dos Entre Aspas, Dora dos Delfins, entre outros. “A ideia era fazer duas a três canções sobre a revolução de Abril”, recorda Luís Varatojo.

[“Perfilados do Medo”, da Linha da Frente:]

Ao fim de duas semanas de ensaio, a empatia entre ambos resultava num novo projeto: os Linha da Frente. “Havia uma grande identificação de estética musical entre nós. E o resto fluía bem”, comenta o músico. Gostavam da música que estavam a fazer mas como o grupo da Linha da Frente era muito grande, “nem sempre era fácil conciliar agendas”. Mas foi deste entendimento com Varatojo que surge A Naifa.

“Tínhamos uma formação de rock mas em vez de usarmos guitarra elétrica, queríamos usar a guitarra portuguesa. Era musicalmente diferente do que havia”, descreve. “Gostávamos de trabalhar nesse registo, de chegar a resultados que não fossem óbvios. E tirávamos um gozo tremendo daquilo que fazíamos”, acrescenta.

Mas para avançarem com o projeto precisavam de alguém com voz para “fazer algo com fado”. O baixista do Linha da Frente indicou um nome: Maria Antónia Mendes, mais conhecida por Mitó. Corria o ano de 2004. “Fiz um ensaio com Luís e depois com o João. Logo a seguir fui chamada”, recorda.

[“A Tourada”, pel’ A Naifa:]

“Era uma musica mais moderna, mas sem o ser. Fomos mexer com a música tradicional, com o fado que andava na mó de baixo”, comenta Mitó. Os dois discos tinham letras de diferentes poetas contemporâneos. No terceiro álbum convidaram amigos, mas não estavam satisfeitos. “Um dia o João chega com um pacote de letras que eram muito boas. Era de uma fã, Maria Rodrigues”, recorda Mitó. Só após a morte de João, Mitó foi registar as letras na Sociedade Portuguesa de Autores. Foi nessa altura que percebeu que os poemas não eram de uma fã. “Estavam registados em nome do João. Maria Rodrigues era a avó dele”, comenta.

“Feliz em cima do palco”

É depois do álbum 3 Minutos Antes de a Maré Encher, d’A Naifa, que João Aguardela descobre um cancro no estômago. “Foi um período muito marcante. Não tanto pela doença mas pelo fenómeno da natureza que ele era, pela força que enfrentou o cancro, sem medo. Ele não sabia parar, não queria saber onde era o fim”, comenta Mitó.

Com a agenda cheia, João continuou a fazer os tratamentos entre espectáculos. “Esteve sempre na estrada connosco”, sublinha a cantora. “Até o soundcheck fazia”. Ricardo Alexandre recorda-se da última vez que o viu subir ao palco pela última vez: “Foi no concerto no Theatro Circo em Braga. Estávamos a 31 de Maio de 2008″. Acabaria por morrer a 19 de janeiro do ano seguinte.

João Aguardela com A Naifa em 2005 (foto: Nuno Alegria/JN)

Em casa de João e Sandra respirava-se música por todos os cantos: “Ele tinha uma cultura muito grande. Conhecia todos os músicos. Se a banda estava a aparecer, o João já sabia quem era. Ele deixou-me de herança também essa paixão. Sou o que sou hoje por causa dele”, elogia. Sandra Baptista manteve A Naifa com Mitó e Luís Varatojo até à separação natural em 2014. Recentemente, lançou, com a voz feminina dos Naifa, as Señoritas.

Francisco foi o responsável pela seleção musical para o concerto de tributo, incluindo “duas canções que não chegaram a entrar no primeiro álbum”. Mário Miranda (baixo), Rodrigo Dias (baixo), Samuel Palitos (bateria), Jorge Buco (bandolim) e Sandra Baptista (acordeão) formaram a banda, acompanhados de João Cabrita (saxofone), João Marques (trompete) e Jorge Ribeiro (trombone). “Homenagear o João tem que vir do coração e só faz sentido com essas pessoas”, diz-nos Sandra.

Em dezembro de 2008, João Aguardela ofereceu ao pai uma fotografia tirada na sala de jantar da casa da família, no bairro do Conde Monte Real. “É ele, com um grande sorriso malandro e de braços abertos. É assim que o vamos recordar, feliz e em cima do palco”.

Além de reunir os músicos que fizeram parte da banda, o concerto conta com a participação de vocalistas convidados, como Mitó Mendes (A Naifa e Señoritas), Viviane (Entre Aspas), Rui Duarte (RAMP e Linha da Frente), Paulo Riço (Essa Entente) e Paulo Costa (Ritual Tejo), bem como de Ricardo Alexandre, jornalista e amigo que escreveu a sua biografia.

Este sábado, a Junta de Freguesia de São Domingos de Rana inaugura também uma exposição, de entrada livre, que recorda, com imagens e gravações, o percurso de Aguardela.

Em dezembro de 2008, no último Natal antes de morrer, João ofereceu ao pai uma fotografia tirada na sala de jantar da casa dos Aguardela no bairro de Conde Monte Real. “É ele, com um grande sorriso malandro e de braços abertos. É assim que o vamos recordar, feliz e em cima do palco”.

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