“O sexo está mais disponível, é mais aceite, mas há muito menos prazer” /premium

15 Junho 2019406

Demasiado focados na performance e habituados a uma pornografia que está a mudar a forma como fazemos sexo. Em entrevista, os autores de "Sexo Real" explicam como o prazer ficou para segundo plano.

Andamos todos mais preocupados com o desempenho do que com o prazer sexual e vivemos numa sociedade comercial que converteu o sexo num bem de consumo, envolto em vários estereótipos. Quem o diz é Mike Lousada e Louise Mazanti, ele sexólogo e ela psicoterapeuta, ambos autores do livro “Sexo Real” (editora Nascente), acabado de chegar ao mercado nacional. Em entrevista, marido e mulher falam da ironia latente em que vivemos: apesar de o sexo estar mais disponível do que nunca, tão livre de tabus, o prazer a ele associado está em linha descendente.

Mike Lousada e Louise Mazanti, que abriram em 2016 uma clínica britânica dedicada ao bem-estar sexual, explicam ao Observador como há mitos que precisam de ser desconstruídos. No livro já citado escrevem, por exemplo, que não existe uma definição do que é sexo, que não há uma maneira correta de fazer sexo e que o orgasmo não é o objetivo do sexo. Mais do que isso, explicam como mulheres em todo o mundo estão a acordar para diferentes necessidades e direitos sexuais, “aborrecidas” e “insatisfeitas” que estão com o sexo que têm tido.

“À medida que as mulheres ficam mais cientes do seu direito ao prazer, do direito a dizer não, vão percebendo que merecem melhor sexo daquele que têm tido, percebem que estão insatisfeitas”, diz a dupla em entrevista. Curiosamente, segundo um estudo recente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, publicado no Diário de Notícias, as mulheres portuguesas preferem ter mais orgasmos do que ter sexo, isto é, para elas é mais importante a frequência com que atingem o orgasmo do que as relações sexuais em si.

Mas a conversa com os autores de “Sexo Real” aborda ainda o tema da pornografia, cujo impacto é tão grande que está a mudar a forma como fazemos sexo, sobretudo nas gerações mais novas.

O livro da editora Nascente está à venda por 16,59 euros. © DR

No final de 2018 a publicação The Atlantic escrevia que estamos a viver uma recessão sexual, sobretudo entre os mais jovens. Concordam?
Mike Lousada (ML): À medida que as mulheres ficam mais cientes do seu direito ao prazer, do direito a dizer não, vão percebendo que merecem melhor sexo do que aquele que têm tido, percebem que estão insatisfeitas. Acho que a pornografia teve um impacto grande e negativo, tanto para os homens como para as mulheres. O que vejo entre os meus clientes masculinos é uma ansiedade crescente relacionada com a performance, o que está muitas vezes relacionado com a pornografia. O sexo ao estilo da pornografia que muitos homens querem ter não é o sexo que muitas mulheres querem ter. Elas estão a começar a dizer “não”.

Louise Mazanti (LM): Acho que as mulheres estão a sentir menos obrigação e menos culpa em relação ao sexo. Acho que muitas mulheres têm sido complacentes com sexo pouco prazeroso e estão simplesmente aborrecidas. Já não querem fazer isso. Acho que a razão principal está relacionada como o facto de o sexo se ter tornado numa performance, algo que temos que “despachar”. As mulheres já não estão para aturar isso.

Quais são os principais mitos em torno do sexo com que lidam mais na vossa prática?
LM: Acho que um dos grandes mitos é aquele de que uma mulher vai ter orgasmos com penetração, ou seja, que é isso que é suposto experimentar e que devia acontecer facilmente e de todas as vezes que tem sexo. Tal coloca muita pressão nas mulheres. Muitas mulheres sentem-se mal consigo próprias porque pensam que devem ter orgasmos apenas com penetração e isso é bastante mais complicado. Outro mito é que o sexo mais duro resulta em sexo mais intenso. Como se sexo mais rápido e duro resultasse em mais prazer, como se tivéssemos todos que ser selvagens. Mas é quando desaceleramos e começamos a sentir, quando estamos mais conectados, que encontramos o verdadeiro prazer. Sexo mais rápido e “intenso” não resulta em melhor sexo.

Porque acham que escolhemos ter este sexo mais rápido e “intenso”?
ML: Acho que há algumas razões. Acho que a pornografia teve uma influência muito grande, mas também porque vivemos numa sociedade em que a intensidade é valorizada, em que “harder and faster” é visto como uma coisa positiva. A realidade é que se fizermos isso perdemos experiências mais subtis e prazerosas vindas do sexo. Um dos problemas tem que ver com a pressão que sentimos em torno da performance — fazer mais e fazer mais depressa –, e o que acontece é que as pessoas ficam mais insensíveis. Começam a sentir menos as coisas, logo precisam de mais intensidade para sentir algo. Isto torna-se num círculo vicioso.

LM: Também acho que parte disto acontece porque estamos a livrar-nos de vários tabus sexuais… Achamos que mostramos o quão cool e sexualmente livres somo ao fazermos sexo mais selvagem e excêntrico, mas o que acontece é que perdemos contacto com o que nos faz sentir bem, isto é, perdemos noção do nosso corpo e dos nossos desejos. Estamos empenhados em performances e a fingir que somos sexualmente libertos, mas a verdade é que estamos a sobrepor isso aos nosso desejos.

ML: Quando ficamos presos nessa ideia da performance perdemos a experiência real, perdemos conexão uns com os outros. Quando não há conexão no sexo, também não há capacidade para muito prazer, alegria e amor. Na geração das redes sociais há muito mais superficialidade e, de certa forma, é mais difícil sermos vulneráveis uns com os outros.

"O que vejo entre os meus clientes masculinos é uma ansiedade crescente relacionada com a performance, o que está muitas vezes relacionado com a pornografia. O sexo ao estilo da pornografia que muitos homens querem ter não é o sexo que muitas mulheres querem ter. Elas estão a começar a dizer 'não'."

As pressões/influências culturais podem ter um impacto grande na forma como vivemos o sexo?
LM:
Definitivamente. Isso impacta muito a forma como nos permitimos viver o sexo. Somos muito impactados pela nossa família, pela cultura em que crescemos, até pela religião. Apesar de sermos sexualmente livres e de trabalharmos a nossa sexualidade, temos crenças muito enraizadas sobre o sexo, sobre o nosso próprio corpo. Muitos de nós vivemos uma tensão entre a pessoa sexual que somos e a pessoa sexual que achamos que queremos ser. Por outro lado, há este medo e vergonha que existe à volta do sexo que vem da nossa cultura e que vem também da nossa educação.

Acham que as pessoas estão conscientes do peso da cultura nas respetivas vidas sexuais?
LM: 
Da minha experiência profissional diria que as pessoas não estão muito cientes disso. Por norma não prestamos atenção aos nossos condicionamentos culturais ou às nossas condicionantes familiares. Só pensamos “é isto que eu sou”, “é nisto em que acredito” sem nos questionarmos porque é que acreditamos em determinadas coisas. “Porque é que acho que tenho de ter sexo sempre desta forma”… Não costumamos questionar-nos muito em relação a isso.

ML: Muitas vezes isso está no nosso inconsciente. No nosso livro temos questões para ajudar as pessoas a perceberem que crenças têm em relação ao sexo, todas aquelas coisas que as pessoas tomam por garantido e que não examinam muito a fundo.

No livro — e também nesta entrevista, pelo menos até agora — dão bastante destaque à pornografia. Porquê?
ML: A pornografia está disponível, está em todo o lado, e está a influenciar sobretudo os homens: na forma como o sexo é suposto parecer, na forma como eles devem desempenhar, que expetativas devem ter em relação às mulheres, o que é suposto uma mulher gostar e estar disponível a fazer… Isso leva a muitas práticas sexuais que são diferentes do que eram há 20 anos. É considerado mainstream e normal para as novas gerações, pessoas nos seus 20s, estrangularem as mulheres durante o sexo. [A pornografia] está a mudar a forma como as pessoas fazem sexo, sobretudo nas gerações mais novas. Temos de nos lembrar que, muitas vezes, as primeiras imagens ou as primeiras ideias sobre sexo das pessoas que se tornaram maiores de idade nos anos 2000 vieram da pornografia. As gerações mais novas têm sido fortemente influenciadas pela pornografia. As pessoas nos seus 40 ou 50 anos não viveram isto da mesma forma.

"Um dos problemas tem que ver com a pressão que sentimos em torno da performance — fazer mais e fazer mais depressa –, e o que acontece é que as pessoas ficam mais insensíveis. Começam a sentir menos as coisas, logo precisam de mais intensidade para sentir algo. Isto torna-se num círculo vicioso."

Pessoas na faixa etária dos 40 ou 50 anos foram menos influenciadas pela pornografia?
ML:
Muito menos.

Acham que estas pessoas mais velhas têm melhor sexo precisamente por isso?
ML:
Acho que agora há uma tendência para despersonalizar e objetificar o sexo, o que é mais problemático para as gerações mais novas. No Japão, por exemplo, há muita pornografia disponível há bastante tempo, pelo que as novas gerações não estão a fazer sexo porque as jovens mulheres não estão interessadas nesse tipo de sexo — é um impacto muito significativo.

A indústria pornográfica é importante porque vivemos numa sociedade consumista?
LM:
Acho que parte do problema em relação à pornografia tem que ver com o facto de ser muito, muito aditiva. Vicia o nosso sistema nervoso, dá-lhe satisfação instantânea. Quando vemos pornografia estamos a receber estímulos e vivemos numa cultura em que temos de ser estimulados e de estar prontos a toda a hora — a pornografia é uma forma de isso acontecer. Acredito que esse é um dos motivos porque a pornografia é tão popular. Porque é uma estimulação muito fácil e muito rápida.

ML: Acho que as pessoas estão cada vez mais à procura da dopamina fácil [substância química neurotransmissora e estimuladora do sistema nervoso central], que as faça sentir bem. E masturbar a ver pornografia é uma das forma de alcançar isso, mas não é relacional, não envolve conexão. É muito despersonalizada.

LM: Também vivemos numa cultura onde temos de desempenhar cada vez mais em cada vez menos tempo. A pornografia é uma forma de ter muito rapidamente esse estímulo. A pornografia é definitivamente uma forma de fazer as coisas mais depressa.

Os autores do livro "Sexo Real", Louise Mazanti e Mike Lousada. © Irina Smirnova, www.isphotography.ru

Estamos definitivamente mais focados na performance ao invés do prazer?
ML: 
Sim.

LM: Sim. Acho que temos menos prazer do que há 20 anos.

ML: A ironia é que o sexo está mais disponível, é mais aceite, mas, na verdade, há muito provavelmente menos prazer agora.

É possível que tenhamos menos prazer sexual do que aquilo que afirmamos e que contamos aos outros?
LM: Sim, essa é uma forma muito precisa de pôr as coisas. Penso que muito do desempenho em torno do sexo serve para mostrar como somos cool, que somos capazes de fazer todas estas coisas sexuais, que elas podem ser barulhentas e parecer que estamos a ter imenso prazer, mas, por dentro, as pessoas sentem-se cada vez mais dormentes e mais vazias porque não estão conectadas com elas mesmas, com os seus corpos e com os seus desejos. Estão antes a desempenhar uma espécie de papel.

ML: É um pouco como a geração do Instagram: publicamos fotografias maravilhosas mas será que estamos verdadeiramente felizes? Muitas vezes a resposta é não. Esta geração fá-lo muito mais a pensar na aparência. Os jovens estão mais focados em parecer mais entusiasmados e atraentes para as outras pessoas do que em ter experiências reais. Acho que muito desse estado de espírito estende-se ao sexo, particularmente tendo em conta as gerações mais novas.

"Apesar de sermos sexualmente livres e de trabalharmos a nossa sexualidade, temos crenças muito enraizadas sobre o sexo, sobre o nosso próprio corpo. Muitos de nós vivemos uma tensão entre a pessoa sexual que somos e a pessoa sexual que achamos que queremos ser."

Precisamos de instruções ao nível do sexo?
LM: Precisamos muito de instruções porque isto é a única coisa que não aprendemos. Na escola quando temos educação sexual o que passa é a necessidade de nos protegermos das doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez. O que aprendemos é que devemos ter cuidado e que devemos ter um pouco de medo do sexo. Não aprendemos nada sobre o prazer. E depois há também a forma como sexólogos e terapeutas olham para o sexo, isto é, em termos de disfunções sexuais — “Consegue ter uma ereção?”, “Consegue ter um orgasmo?”… se isso funcionar, então está tudo bem. Não se fala sobre o prazer sexual. Ainda é um tabu a forma como realmente sentimos o sexo.

É irónico: a sociedade em que vivemos é muito voltada para o sexo, sendo que o sexo vende mais do que qualquer outra coisa…
ML: 
É uma ironia entre a aparência e a realidade. A aparência é de que estamos numa sociedade mais sexualizada e que o sexo está mais disponível do que nunca, no entanto, estamos a fazer menos sexo do que há 20 anos. Muito disto está relacionado com aparência e superficialidade.

No livro escrevem “Não há uma definição do que é o sexo”, “Não há uma maneira correta de fazer sexo” e “O orgasmo não é o objetivo do sexo”. Ainda é preciso escrever estas coisas? As pessoas já não sabem isso?
ML:
Penso que muitas pessoas, sobretudo mulheres, sentem que estão a falhar no sexo por não terem orgasmos. Acho que muitos homens pensam que ao “não dar um orgasmo às suas mulheres” estão também, de alguma forma, a falhar, sentem-se menos homens. Há muito foco nas expetativas. Na pornografia o clímax é muitas vezes associado à ejaculação do homem — sendo que também há muita ejaculação feminina envolvida –, isso é algo visível, sabemos que algo está a acontecer porque o conseguimos ver no ecrã. No sexo sabemos que algo está a acontecer quando estamos a ter um orgasmo — é um resultado medível. Mas é possível ter ótimas experiências sexuais sem ninguém ter um orgasmo.

"Penso que muito do desempenho em torno do sexo serve para mostrar como somos cool, que somos capazes de fazer todas estas coisas sexuais, que elas podem ser barulhentas e parecer que estamos a ter imenso prazer, mas, por dentro, as pessoas sentem-se cada vez mais dormentes e mais vazias porque não estão conectadas com elas mesmas, com os seus corpos e com os seus desejos. Estão antes a desempenhar uma espécie de papel."

No livro partilham várias histórias reais. Considerando um cenário heteronormativo, há realmente mulheres que têm sexo com o marido por obrigação?
LM: 
Sim, muito. Atravessa todas as idades. As mulheres têm sexo mesmo quando não lhes apetece muito. Muitas vezes, as gerações mais velhas de mulheres têm esta sensação de dever — se estão casadas ou numa relação têm que providenciar o sexo. Isto é um mito. Nas gerações mais novas também há quem pense assim de maneira a manter um namorado, mas aí acresce a necessidade de providenciar bom sexo, sexo escaldante até — isto faz com que muitas mulheres ignorem o que realmente querem.

ML: Vivemos numa cultura em que as mulheres começam a perceber quais são os seus limites e que têm o direito de os comunicar e manter. Se não soubermos quais são os nossos limites, acabamos por fazer coisas que não queremos. Muitas mulheres ainda não têm a certeza que não têm dizer que sim só porque um homem quer sexo.

LM: Outra coisa é que muitas mulheres não sabem do que gostam. Não sabem o que querem. Muitas mulheres não estão em sintonia com os próprios desejos porque, enquanto mulheres, crescem com a mensagem de que não é suposto ter desejos sexuais, que o sexo é algo que deve ser guardado para o casamento. Não é culturalmente aceite que as mulheres se possam masturbar, perceber o que lhes dá prazer, perceber o que gostam ou não. De certa forma, as mulheres têm muito menos confiança sexual e estão muito menos em sintonia com os seus desejos.

"Temos de nos lembrar que, muitas vezes, as primeiras imagens ou as primeiras ideias sobre sexo das pessoas que se tornaram maiores de idade nos anos 2000 vieram da pornografia. As gerações mais novas têm sido fortemente influenciadas pela pornografia. As pessoas nos seus 40 ou 50 anos não viveram isto da mesma forma."

Porque é que tanto do vosso discurso é orientado para as mulheres?
LM:
Acho que as mulheres têm passado por mais dificuldades no que ao sexo diz respeito e acho que têm tido menos prazer. As mulheres estão agora a acordar para o facto de que as suas experiências sexuais podem ser diferentes. Estão prontas para crescer, para mudar.

ML: As mulheres estão a acordar ao redor do planeta para o facto de que têm direitos, de que o empoderamento feminino é cada vez mais importante, e o movimento #MeToo é uma grande parte disso. No nosso livro falamos de empoderamento feminino porque esta é uma mudança muito importante no planeta.

Não estamos, então, a viver o nosso potencial sexual?
ML:
Não estamos.

O que podemos fazer para mudar isso?
ML: Primeiro precisamos de perceber de que forma é que nos estamos a limitar, quais são as crenças que nos estão a impedir de ter prazer no sexo e de ter o tipo de experiências que queremos. O próximo passo é sintonizarmo-nos com o nosso corpo, desacelerar e sentir. Essa é a mensagem do livro. Quando nos ligamos aos nossos corpos ficamos cientes de sensações e prazeres que não temos acesso na nossa cabeça.

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1.939

Na essência a beatice do ensino “progressista” não difere da do juiz de que se fala: ambos se convenceram de que lhes compete evangelizar o próximo – e o pior é que, com frequência, o próximo agradece

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