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Os vencedores

Francisco Rodrigues dos Santos

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Há dois anos, no Congresso de Lamego, que deu 89,2% a Assunção Cristas, o “Chicão” da JP avisou: “Se algum dia tiver motivação e apelo para avançar para a liderança do CDS não peço autorização a ninguém”. O apelo, a motivação e, sobretudo, a oportunidade surgiram agora — e, de facto, Francisco Rodrigues dos Santos não pediu licença a ninguém. Ou, pelo menos, não pediu licença ao aparelho do partido nem aos herdeiros do “portismo”, que estavam há tanto tempo à frente do CDS que passaram a ser considerados como o “sistema” — deixaram de ser vistos como “nós” e passaram a ser vistos como “eles”. Os militantes não queriam a continuidade, nem queriam a mudança — queriam a ruptura. Francisco Rodrigues dos Santos prometeu essa ruptura, mas agora é preciso perceber até onde é que ela vai. O novo líder surgiu no radar por causa do discurso sobre as “guerras culturais”; suavizou o discurso durante a campanha, garantindo que não tinha só “ideias fracturantes”; na madrugada da vitória, preferiu falar sobre impostos e saúde; e, no discurso final, insistiu num alargamento de temas. De qualquer forma, o CDS que vai existir agora será muito diferente do que existiu até aqui.

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