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Álvaro Isidoro / Global Imagens

Álvaro Isidoro / Global Imagens

"Temos no plano que devíamos ir buscar um craque reconhecido. Mas esses querem vir?". A entrevista com Soares Oliveira /premium

Domingos Soares Oliveira, administrador da Benfica SAD, recorda no "Nem tudo o que vem à rede é bola" a evolução de 45 para 300 milhões de receitas e fala de Félix, Cillessen, namings e... "nova" Luz.

Quinze anos depois de ter trocado a consultoria pela SAD do Benfica, Domingos Soares Oliveira, administrador da sociedade dos encarnados, foi o primeiro convidado do “Nem tudo o que vem à rede é bola”, novo programa semanal de desporto da Rádio Observador que arrancou esta segunda-feira. Ao longo de 20 minutos, o responsável pelas contas das águias recordou a evolução das receitas de 45 para 300 milhões de euros (um valor recorde, registado no exercício 2018/19), projetou o futuro do clube a nível financeiro e falou ainda de alguns temas da atualidade como a venda de João Félix ou o aumento do estádio da Luz, recordando outras histórias como o dia em que Simão esteve de saída para o Liverpool… mas passou da meia noite.

Hoje o Benfica apresenta receitas de 300 milhões de euros. Ainda se recorda das receitas há 15 anos, quando chega ao clube?
Recordo-me perfeitamente, eram receitas na ordem dos 45 milhões de euros, com uma situação de prejuízos, com capitais próprios a roçar o negativo, com variantes que faziam com que de vez em quando tivéssemos capitais próprios negativos e outras positivos, mas era uma situação muito mais complicada do que aquela que temos hoje.

Muitos zeros a menos com o universo de hoje…
Eram zeros a menos comparando com a situação atual mas era uma situação que, em termos proporcionais em relação aos outros clubes grandes europeus a diferença em termos percentuais mantém-se, o que quer dizer pela positiva que conseguimos crescer ao ritmo dos grandes clubes europeus e quer dizer pela negativa que os gaps que existiam em termos de volumetria de valores absolutos são maiores hoje do que eram nessa altura.

É possível fazer essa recuperação? Já pensava nessa altura que o Benfica seria capaz de chegar a esta situação e como é que consegue agora reduzir essa diferença com a realidade internacional?
Sabíamos que a recuperação seria impossível, sendo objetivos sobre isso. Não há forma de recuperar dessa diferença porque os cinco grandes mercados europeus têm um volume de receitas televisivas que são insuperáveis para um clube português e por isso nunca tivemos a ambição de conseguir ultrapassá-los em termos de valores absolutos. Queríamos, isso sim, duas coisas: crescer ao mesmo ritmo deles, e se o mercado cresce a um ritmo de dois dígitos também queremos crescer a dois dígitos, e fazer isso sem comprometer a situação patrimonial. Ou seja, teríamos de chegar a um processo de geração de lucros para atingirmos uma situação como a que temos hoje. Esse foi o caminho que percorremos: investimento, forte investimento numa fase inicial em pessoas e património, depois já noutras vertentes mais ligadas à componente desportiva, e os resultados estão à vista. Seis anos de lucros, e até antecipo já sete anos de lucros porque com a venda de João Félix vamos gerar uma situação positiva, com resultados desportivos como os cinco Campeonatos em seis épocas mostra que seguimos a estratégia certa.

Mas está centrada só na venda de jogadores, essa questão das receitas?
Está também centrada na venda de jogadores, ou seja, para fazermos 300 milhões de receitas, 210 milhões são de grupo e 90 milhões são vendas de jogadores. Sem estes 90 milhões, nada disto seria possível. Temos tido uma receita média na venda de jogadores que se situa nos últimos anos nos 80 milhões e sem isso obviamente seria uma situação negativa. Agora, não fazemos vendas de jogadores porque gostamos de fazer vendas de jogadores, fazemos por necessidade de acompanhar esse ritmo de crescimento que os grandes clubes estão a ter.

Nestes 300 milhões de receita entram as vendas de três jogadores, Jovic, Raúl Jiménez e Talisca. Tirando estes encaixes, qual é o ponto fulcral para o Benfica ter conseguido este valor recorde?
O ponto mais importante e o que tem aumentado mais em termos das receitas correntes são os valores gerados com a UEFA, aí houve um incremento significativo e em certa medida isso não é mérito do Benfica – o mérito do Benfica é estar na Champions e beneficiar dessas receitas, apesar de não ter a ver com a atividade comercial que fazemos. As outras vertentes em termos comerciais, seja direitos televisivos, seja patrocínios, seja receita de bilhética, todas têm crescido. Não há aqui só um impacto de dependermos a 100% da UEFA, todas as receitas têm crescido e acredito que se a estratégia que temos a nível de mercados internacionais, nomeadamente o mercado chinês e o mercado americano derem certo, daqui a mais alguns anos teremos o benefício dessa aposta que estamos a fazer agora.

Já falou um pouco do próximo exercício, que será positivo porque já contará com a venda de João Félix. Quando existem estas negociações, olha apenas na parte desportiva e financeira ou chegou a pensar que estava perante a quarta maior venda de sempre do futebol mundial?
Não, nunca pensámos a esse nível, como eu disse não é importante bater recordes a nível de vendas. Queremos ser um clube respeitado a nível de vendas, não queremos vender ao desbarato, não queremos que existam faltas de respeito em relação ao que são os nossos valores do próprio Benfica e do nosso plantel. Nesse sentido, batalhamos bastante e é um processo que é acima de tudo conduzido pelo presidente, que é um excelente negociador. Não houve essa preocupação nem sabia que tinha sido uma das maiores vendas de sempre, provavelmente não teremos nenhuma situação assim nos próximos tempos mas teremos valores que serão bastante importante porque nos jogadores chave vamos sempre impor aquilo que é a cláusula de rescisão. Em relação ao ano passado, essas três vendas foram duas de jogadores que não estavam no plantel, o Jovic e o Talisca, e outra que não estava mas tinha sido emprestado há menos de um ano, o Jiménez. Eram jogadores que de alguma forma já não faziam parte da nossa estratégia. É isso que queremos fazer: manter os melhores jogadores, os que fazem a diferença. Estes, que nunca chamarei de ‘mono’ porque não é essa a expressão, mas os que não são críticos dentro do nosso plantel podemos realizar uma boa venda.

A maioria dos responsáveis ingleses, até espanhóis, franceses com quem falei diziam que era impossível. E nós dizíamos que não sabíamos se era impossível ou não mas que não iríamos fazer nenhum desconto em relação a essa situação (...) Houve um clube, que foi o Atl. Madrid, que se destacou do ponto de vista de crença, sobretudo o seu presidente. Estive com ele em várias ocasiões e acreditava de uma forma quase cega no valor do João Félix

Ainda se recorda da primeira reação que tem quando lhe dizem ‘120 milhões a pronto’?
Na realidade nunca chegaram bem a dizer isso porque se dissessem provavelmente as negociações teriam acabado mais cedo… Recordo-me que ao longo de todo este processo, nos vários encontros que tenho com dirigentes europeus e nomeadamente quando estive na direção da ECA, a maioria dos responsáveis ingleses, até espanhóis, franceses com quem falei diziam que era impossível. E nós dizíamos que não sabíamos se era impossível ou não mas que não iríamos fazer nenhum desconto em relação a essa situação. Eu compreendo o que eles diziam porque aquilo que aparecia do João Félix no imediato era um jogador que tinha feito seis meses no plantel A do Benfica. Podiam conhecer um bocadinho melhor mas basicamente estavam ali a comprar um futuro, numa linguagem económica, e é muito difícil estar a pagar 120 milhões por um futuro. Houve um clube, que foi o Atl. Madrid, que se destacou do ponto de vista de crença, sobretudo o seu presidente. E quando digo uma crença é mesmo uma crença. Estive com ele em várias ocasiões e acreditava de uma forma quase cega no valor do João Félix. Acho que o tempo já lhe deu razão e vai dar ainda mais razão em termos futuros.

Há uma história de mercado ligada ao Benfica que foi a venda do David Luiz, feita por uma questão de segundos, com tudo à espera que chegasse um fax. Ao longo de 15 anos recorda-se de mais situações destas que o tenham marcado?
Recordo-me mais de situações ao contrário, de vendas que à meia-noite estiveram para ser feitas e que depois não fechámos. Há uma que, pela sua antiguidade, já posso falar dela: a primeira vez que o Liverpool manifestou interesse no Simão Sabrosa, em que estávamos numas instalações aqui ao lado da Rádio Observador por curiosidade, num escritório de um empresário, com o jogador pronto para entrada dentro do avião, com o sogro do jogador de alguma forma a tentar puxar para que o negócio se fizesse, o que é compreensível, e andámos para trás e para a frente e à meia noite e um tornou-se impossível. Mas há muitas histórias dessas, quando chega o dia 31, que às vezes até brinco porque digo que é o dia 32 de agosto, em que estamos numa guerra, numa batalha e depois o negócio não se faz.

E nas compras? É difícil vender, são negociações complicadas, mas e comprar jogadores? Também existem histórias de jogadores que estiveram para chegar até à última da hora?
É muito parecido. Existem sempre duas coisas que fazemos. Uma é planear, e isso é a atividade principal, planear com muito tempo de antecedência. Portanto, há compras que ficam decididas em janeiro, muitas vezes até são realizadas em janeiro, e ao longo do ano vamos assumindo um conjunto de compromissos e com isso estabilizamos aquilo que é o plantel da próxima época. Depois, temos outras duas situações, que são situações que controlamos menos. A primeira é se vêm cá bater a cláusula de rescisão de algum jogador ou se, no fundo, fazem uma proposta ou se chega a um acordo e de repente, à última da hora, perdemos um jogador. E essa é a situação em que vivemos mais apavorados, que é a situação de a 28 ou 29 de agosto alguém chegar aqui com um cheque e nos tirar um jogador que para nós é crítico. E a segunda são as sobras do mercado. E recordo-me perfeitamente da situação do Jonas, que é um jogador que estava desempregado e por isso é que conseguimos contratá-lo logo no início de setembro. Portanto, são oportunidades que aparecem. E nós próprios dizemos: “Vamos esperar”. Porque, efetivamente, no final do mercado podem aparecer alguns jogadores que podem ser extremamente interessantes para nós – ou não – e dos quais os clubes se pretendem desfazer. E, obviamente, um clube que pretende desfazer-se de um jogador no fim do mês de agosto, o seu valor – e tivemos casos a nível nacional – baixa significativamente. Se calhar, para metade daquilo que seria no início do mês de agosto.

Soares Oliveira deu exemplo de Cillessen para falar nos jogadores reconhecidos que querem apenas o top-5 das ligas europeias

Getty Images

Mas com 120 milhões na mão, tendo em conta a venda de João Félix este verão, não devia ser o Benfica a ir logo buscar e não esperar pelas sobras?
Sim e não. Isso foi dito em termos internos e foi dito à equipa técnica e à equipa de scouting: todos, a nível de conselho de administração e do departamento de futebol, sabiam que este ano a nossa capacidade financeira era diferente da dos outros anos. E nunca escondi. Nós tivemos e temos uma situação de caixa, neste momento, que é única. Nunca vivemos com um valor de caixa tão elevado como aquele que temos agora. O segundo aspeto – e aí eu acho que existiu muita maturidade da parte da equipa técnica e da parte do departamento de scouting – é que não se compra por comprar. É preciso que quem venha tenha valor que seja reconhecido: e, mais uma vez, também com outros exemplos, ir buscar aqueles jogadores de que toda a gente se quer desfazer e pagar por esses jogadores pode não ser uma boa política porque vão baralhar mais do que acrescentar valor. E este ano aquilo que aconteceu foi que existiu um extraordinário rigor por parte da equipa técnica e do departamento de futebol em dizer “aquilo que temos é um valor seguro e não vamos entrar numa política despesista que não faz qualquer sentido”.

Mas ficou a faltar um craque, ou não?
Nós temos uma série de craques. E o Bruno Lage tem feito muito a defesa do seu grupo de trabalho de uma maneira muitas vezes financeira, porque ele diz quanto é que nos teria custado ir buscar o jogador A ou o jogador B que acabou de entrar para o plantel vindo da equipa B. E eu acho que nós temos craques. Agora, do ponto de vista de marketing, de uma estratégia de marketing, um grande craque muitas vezes faz a diferença. Recordo-me perfeitamente de quando fomos buscar o Aimar ou quando fomos buscar o Saviola, que eram jogadores já a entrar na sua fase descendente em termos de carreira desportiva. E o marketing beneficia muito disso. E nós temos no nosso plano estratégico que todos os anos deveríamos ir buscar um craque que seja reconhecido. Mas põe-se outro problema: os craques reconhecidos querem vir para Portugal? E eu vivi essa situação, por exemplo, no caso do Barcelona, quando tentámos ir buscar o Cillessen para o Benfica. Falei com o presidente do Barcelona, falei com o diretor desportivo do Barcelona, não falei com o jogador mas houve quem falasse com o jogador e com o empresário e o jogador disse desde o princípio “eu quero estar numa das cinco ligas principais”. E foi isso que fez toda a diferença.

A liga portuguesa não é sexy?
Não é tão sexy quanto as outras ligas são. E seria capaz de atribuir aqui um grau de sexy a cada uma das principais cinco ligas e há umas que são mais do que outras mas claramente que a liga portuguesa, neste momento, não tem visibilidade em termos externos que torne os clubes portugueses suficientemente atrativos para trazer esses grandes craques para Portugal.

Nem com a presença do Benfica na Liga dos Campeões?
Mas esses clubes também estão na Liga dos Campeões. O Benfica é um dos 32 clubes que estão na Liga dos Campeões. Das grandes ligas, haverá uns 15, 16, 17 clubes. Eles têm muita escolha para decidir aquilo que querem em termos do seu futuro.

Tem nesta altura duas conversas em aberto em relação ao naming do Estádio da Luz. Este é um negócio que pode ficar fechado a curto prazo? E vai estar relacionado com o aumento da lotação do estádio?
Em relação à segunda pergunta, não. Não há qualquer ligação entre o naming e o possível aumento da capacidade do estádio. Não tenho uma expectativa de fechar a curto prazo porque a história ensina-nos que este tipo de negócios demora muito tempo a fechar. Não há, em Portugal, uma tradição de namings, ao contrário do que acontece no mercado inglês ou no mercado alemão, que têm uma tradição muito grande. Mas mantemos as conversas em aberto, mantemos o interesse, temos feito visitas comerciais, os potenciais clientes mostram interesse. É uma questão de acertarmos o valor e de acertamos o parceiro.

E esse pormenor de em Portugal não ser tão tradicional o naming do estádio, aqui mais em relação aos adeptos, pode desagradar aos adeptos? Isto porque, muitas vezes, os adeptos não olham tanto para o panorama financeiro, pelo menos numa primeira fase. 
É quase ao contrário. Numa primeira fase até olham muito para o panorama financeiro. Recordo-me perfeitamente de que quando entrei no Benfica não havia Assembleia Geral do clube ou da SAD em que não se falasse sobre o passivo. E eu acho que as pessoas nem sabem bem o que é o ativo mas toda a gente falava do passivo. Quando os clubes enfrentam dificuldades – e todos os clubes portugueses já passaram por isso, uns ainda continuam, outros já ultrapassaram –, os adeptos preocupam-se muito com essa situação. Uma vez que isso está resolvido, começam a dedicar muito mais atenção à componente desportiva. Mas para se resolver os problemas do passivo, é preciso uma boa política do ponto de vista comercial e a venda de um naming por um valor de milhões de euros é uma coisa que faz toda a diferença. Eu nunca senti, numa Assembleia Geral, uma resistência ao facto de o Estádio da Luz poder ser o estádio da marca X. Não quer dizer que as pessoas, no seu íntimo, não continuem a referir-se ao estádio como Estádio da Luz ou Estádio do Benfica e não pela marca X. Mas aquilo que hoje é a política de patrocínios no mundo do futebol é uma política de geração de valor acrescentado – não pela exposição do naming mas pelo aumento das receitas. Ou seja, não é apenas porque a marca vai ter um valor acrescentado do ponto de vista de reconhecimento – a Emirates não precisa de mais reconhecimento connosco, a Sagres também não precisa –, mas é sobretudo do ponto de vista do negócio adicional que conseguimos gerar para estas marcas que patrocinam o Benfica.

Não há qualquer relação com os processos judiciais que já enfrentámos versus a decisão da Caixa. Aliás, com muito orgulho digo que todos os outros patrocinadores se mantiveram e isso é positivo. Relativamente ao impacto que esses processos tiveram, sim, do ponto de vista de trabalhos adicionais que tivemos, há um impacto significativo mas não há uma correlação direta com o contrato de naming

Tem também a questão do naming do Seixal em mãos. Dois anos depois das questões do e-toupeira e dos emails, sentiu um impacto que consiga medir? Ou seja, existe algum número que tenha afetado o Benfica neste processo ou foi apenas e só uma questão de reputação, sem impacto económico?
A saída da Caixa Geral de Depósitos do naming da nossa academia, hoje Benfica Futebol Campus, é uma saída programada pela Caixa do ponto de vista de desinvestimento em termos publicitários a nível desportivo. Portanto, não afetou só o Benfica, afetou todos os outros clubes que eram patrocinados pela Caixa. Respondendo então à primeira questão, não há qualquer relação com os processos judiciais que já enfrentámos versus a decisão da Caixa. Aliás, com muito orgulho digo que todos os outros patrocinadores se mantiveram e isso é positivo. Relativamente ao impacto que esses processos tiveram, sim, do ponto de vista de trabalhos adicionais que tivemos, há um impacto significativo mas não há uma correlação direta com o contrato de naming.

E agora entramos no período de descontos. O que prefere em termos financeiros: Benfica campeão ou Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões?
Benfica campeão, sempre. Quer dizer, em termos financeiros, evidentemente o Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões. É muito mais relevante do que o Benfica campeão. Em termos daquilo que são os nossos takeovers, que incluem todos os nossos sócios e adeptos e até os nossos parceiros de negócios, o Benfica campeão nacional é muito mais relevante.

O que é que causou mais mossa ao Benfica nos últimos anos: o golo do Kelvin ou a questão do processo dos emails?
O golo do Kelvin, e recordo-me perfeitamente desse momento, foi algo que nos afetou bastante. Porque, no fundo, atrasámos um ano aquilo que era uma estratégia já de sucesso desportivo. O processo dos emails foi um processo que nos deu bastante trabalho, ou seja, do ponto de vista de trabalho, o processo dos emails foi muito mais trabalhoso do que propriamente o golo do Kelvin. O golo do Kelvin foi travar para voltar a acelerar e depois entrar na caminhada vitoriosa que tivemos.

E depois de tudo o que aconteceu, para negociar um jogador, prefere falar ao telefone, por WhatsApp ou jantar pessoalmente?
Prefiro jantar pessoalmente, definitivamente. Mas já era assim no passado.

Prefere, nesta altura, pagar dois milhões de euros por um jogador por fazer ou 20 milhões por um jogador feito?
Cada pergunta é mais difícil do que a anterior. Prefiro pagar dois milhões por um jogador por fazer, desde que efetivamente tenhamos a consciência daquilo que esse jogador vai gerar no futuro.

Uma cidade, Paris ou Lisboa?
Lisboa. Apesar de ter vivido em Paris durante seis anos, mas adoro Lisboa.

Ver o jogo na bancada ou no camarote?
Jogo na bancada.

Liga inglesa ou liga espanhola?
Liga inglesa.

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