1. O que é a DreamLab?

  2. A DreamLab é uma aplicação que permite acelerar a investigação na área da saúde. Criada pela Fundação Vodafone Austrália em 2015, esta app tem sido utilizada para auxiliar várias investigações na área da saúde, nomeadamente na luta contra o cancro. Agora, com a rápida disseminação da Covid-19 e o seu impacto negativo sobre a saúde pública e sobre a economia global, o algoritmo da app foi reprogramado para ajudar na investigação que o Imperial College London está a levar a cabo. O objetivo deste projeto de investigação passa por, numa primeira fase, identificar medicamentos e moléculas dos alimentos com propriedades antivirais. Concluída esta recolha, pretende-se otimizar a combinação entre estes medicamentos e os alimentos, de forma a melhorar a sua eficácia no tratamento do coronavírus. Os investigadores do Imperial College London acreditam que, a longo prazo, este trabalho pode acelerar o acesso a medicamentos eficazes e permitirá tratamentos personalizados contra esta doença infeciosa.

    Esta é uma aplicação que qualquer pessoa pode usar, permitindo que todos os portugueses possam contribuir para ajudar a acelerar a investigação sobre o tratamento da COVID-19.

  3. Mas de que forma uma aplicação pode ajudar no combate ao coronavírus?

  4. Usando o que se chama de “poder de computação coletivo”. A área da saúde, nomeadamente na área da investigação, gera um enorme volume de dados, que necessitam de ser analisados e compreendidos. A questão é que estas tarefas requerem um forte poder computacional. Os dispositivos móveis de hoje, sejam tablets sejam telefones inteligentes, dispõem de uma generosa capacidade de processamento, até para executarem todas as aplicações que usamos, desde o email a jogos, passando por vídeos em streaming ou pela música. Basicamente, a DreamLab utiliza o poder coletivo de processamento dos vários telemóveis para efetuar cálculos em projetos de investigação que se encontrem ativos na aplicação. Enquanto que um computador ligado 24 horas por dia levaria décadas a processar estes dados, uma rede de 100 mil smartphones, com a aplicação ativa durante a noite, consegue realizar o mesmo trabalho em apenas dois meses.

  5. A performance do equipamento é afetada?

  6. Não. A aplicação só tem atividade quando o telefone estiver inativo, por exemplo, enquanto dormimos, período no qual o poder computacional do equipamento não está a ser utilizado. Só quando está ligado à tomada, com pelo menos 80% de bateria e ligado ao Wi-Fi, é que há “vida” no DreamLab. No fundo, não tem qualquer impacto sobre a performance do equipamento, pois este não está a ser utilizado.

  7. A aplicação acede à informação pessoal existente no telemóvel?

  8. Não. A aplicação DreamLab não acede a informação privada no telemóvel para conseguir utilizar a capacidade de processamento do telefone.

  9. Quando foi desenvolvida a DreamLab?

  10. A DreamLab foi inicialmente desenvolvida em 2015 pela Fundação Vodafone Austrália, para apoiar projetos de investigação sobre o cancro, tendo já apoiado quatro descobertas mundiais nesta área, incluindo a identificação de propriedades anticancerígenas em alimentos e medicamentos existentes. Nasceu como uma aplicação para efetuar cálculos em projetos de investigação ligados a esta doença e ajudar a encontrar as combinações mais eficazes de medicamentos que podem ser adaptadas para melhorar a eficiência dos tratamentos e salvar vidas.

  11. Basta, então, instalar a app?

  12. Esse é o primeiro passo. Nas lojas Apple Store ou Google Play faça o download da DreamLab. Depois, selecione o projeto que pretende apoiar e, cada vez que o seu telemóvel estiver ligado à corrente, carregado e conectado à Internet, preferencialmente em Wi-Fi, estará a contribuir para acelerar uma investigação científica vital na área da saúde. Se for cliente da Vodafone e utilizar o telemóvel enquanto está ligado a esta rede móvel, não será taxado pelos dados necessários ao funcionamento do DreamLab que decide doar.