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O Partido Chega lança a semente do movimento identitário, cívico e social para acolher, no concelho de Alcochete, o futuro Museu Nacional dos Descobrimentos e da Lusofonia (designação que, neste texto, dispensa discussões).

O Chega é de direita, conservador e nacionalista e, por isso, concebe o civismo, ou a cultura cívica, como o compromisso permanente entre a tradição e a modernidade. Só existe civismo naqueles que respeitam «(…) os que estão vivos, os que estão mortos e os que estão por nascer», como escreveu Edmund Burke (1790), o pai do conservadorismo.

Por um símbolo maior da força identitária dos Alcochetanos

O fenómeno dos mariscadores e imigrantes ilegais, ponta do icebergue da instabilidade e da insegurança no quotidiano das três freguesias – Alcochete, Samouco e S. Francisco –, caso não se altere o rumo da governação do município, é fruto do globalismo social que atropela as fronteiras nacionais por não encontrar resistência nas identidades das comunidades locais historicamente instituídas. Estas foram fortemente fragilizadas no último meio século de domínio de ideais globalistas fortemente presentes em Alcochete, município sempre tutelado pelo Partido Único de Esquerda, CDU/PCP e PS, a norma no distrito de Setúbal. Trata-se de forças políticas indistintamente coniventes na dissolução da secular identidade Alcochetana e, consequentemente, responsáveis pela fragilização sem precedentes da quase milenar identidade nacional Portuguesa.

Em rota de colisão com essa herança, o projeto moral, cívico e social do Chega jamais colocará em causa a importância da imigração na renovação social e prosperidade do concelho e do país, muito menos colocará em causa o dever dos Alcochetanos e demais Portugueses de acolherem bem os imigrantes. Todavia, tal só é possível em comunidades que se defendem, sem hesitar, da imigração descontrolada, da imigração ilegal, da imigração que não acrescenta respeito, dignidade, tranquilidade, qualidade de vida, valor socioeconómico à comunidade acolhedora.

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Considerando que o caminho justo, digno, sustentável e civilizado é o do reforço do amor próprio da identidade daqueles que acolhem, pressuposto da boa integração de quem vem de fora, o Chega vai liderar o que se revele necessário para acolher no município de Alcochete o futuro Museu Nacional dos Descobrimentos. Será um símbolo maior da vontade de refiliação coletiva à dignidade de se ser Alcochetano e ao orgulho de se ser Português, e que deve contaminar o país no seu conjunto a partir da revitalização das suas comunidades locais.

A força dos argumentos do município de Alcochete

Terra natal de D. Manuel I (1469-1521), rei que liderou dois dos momentos entre os mais significativos da História de Portugal – a primeira viagem por mar à Índia (1497-1499), por Vasco da Gama, e a descoberta oficial do Brasil (1500), por Pedro Álvares Cabral –, Alcochete possui argumentos fortes para reivindicar a instalação descentralizada do futuro Museu Nacional dos Descobrimentos.

Lisboa não pode continuar a usurpar ao resto do país aquilo que é nacional. Desse modo, o facto do Partido Chega lançar desde já a presente discussão constitui, em si, uma primeira vitória na afirmação nacional dos Alcochetanos e de Alcochete.

O argumento dos argumentos é a força da Alma Histórica Alcochetana, que remonta pelo menos à presença romana e que preserva a intensidade da época dos Descobrimentos, apesar de recalcada há mais de quatro décadas. A responsabilidade é dos poderes autárquicos esquerdistas sempre propensos a ignorá-la, desprezá-la ou mesmo combatê-la. Num contexto de renascimento da vontade transformadora de uma comunidade por si mesma que as próximas eleições autárquicas espoletarão, a vitalidade do museu em causa, como de qualquer museu, fica assegurada. Isso por ter, à partida, a garantia da fusão entre a identidade do museu e a identidade recalcada da comunidade acolhedora em busca de um lugar ao Sol.

Tal potencial torna-se ainda mais significativo num espaço, como o município de Alcochete, que nunca possuiu nada com valor e dimensão equiparáveis.

O Chega apresenta-se às eleições autárquicas do próximo dia 26 de setembro para, pela primeira vez, libertar a Alma Histórica Alcochetana. Apesar das circunstâncias, a sua força resiste latente nas comunidades religiosas cristãs locais, no património ambiental, na riqueza urbanística da vila, na resistência do mundo rural, na tauromaquia, no valor afetivo, paisagístico, económico ou turístico da relação com o litoral, na identidade das pessoas comuns.

Não serão, por isso, os Alcochetanos e Alcochete que se terão de se adaptar ao futuro Museu Nacional dos Descobrimentos. É o último que tem tudo para se instalar no concelho como se estivesse no lugar das suas memórias de sempre, na sua eterna casa.

Mudar Alcochete é disputar o Museu Nacional dos Descobrimentos e da Lusofonia

O município de Alcochete tem o direito de se lhe ser reconhecido a possibilidade de se destacar no circuito nacional de atividades culturais e turísticas, da cultura popular à cultura clássica, pelo que o espaço museológico deve possuir condições para espetáculos condignos de música, teatro, bailado.

Ganhar o futuro é investir fortemente na preservação, valorização e dignificação da identidade Alcochetana, suporte da identidade nacional Portuguesa e da tradição Europeia Ocidental. Três dimensões distintas de uma mesma ambição de reconstrução e enriquecimento de baixo para cimade uma comunidade irmanada de povos, a partir da força das raízes históricas e identitárias de cada comunidade local contra a herança pesada dos atuais tempos sombrios de globalismo esquerdista desenfreado, irresponsável, ameaçador, antiportuguês, antiocidental.

Comunguemos na reinvenção de Alcochete!