Levar as pessoas a fazer aquilo que as marcas querem que elas façam. É esta a essência do trabalho dos marketeers.

E, dito assim, parece mesmo simples!

Mas se pensarmos em tudo o que tem de ser decidido para que este processo de manipulação funcione… a história complica-se!

  • Conhecer as pessoas com quem falamos e o que de facto querem. Encontrar o que lhes podemos dizer para que escolham a nossa marca versus todas as outras em que podem aplicar os seus recursos … ou como os podemos levar a querer o que nem sonhavam que queriam;
  • Saber até onde podemos levar a marca, para que a promessa formulada seja entregue. Garantir que o que prometemos não esteja para lá daquilo que define (e limita) a marca aos olhos das pessoas a quem nos dirigimos. Ter noção de até onde a podemos alterar para chegar mais perto do que as pessoas possam querer … sem deixar de ser quem é;
  • Perceber como podemos gerir todas as interações das pessoas com a marca, que a recordação que dela fica e a satisfação que do seu uso decorra seja otimizada. Sabendo que estas interações podem ser objetivas ou subjetivas, de performance, de serviço ou apenas de afeto, diretas ou indiretas, totalmente controláveis ou menos controláveis …
  • Cruzar os recursos de que dispomos com as variadíssimas necessidades de utilização que encontramos quando procuramos caminhos. Ter a capacidade de selecionar os caminhos que maior efeito produzem sobre a rentabilidade da marca e a eles afetar os recursos.

Já não é pouco.

Agora, somemos a tudo isto a necessidade de fazer chegar a mensagem que escolhemos às pessoas que queremos puxar para nós.

E é aqui que a simplicidade tem de ser rainha!

Todos somos, mesmo que não o reconheçamos, puxados em varias direções por várias marcas que falam connosco ininterruptamente e com as mais variadas e atraentes promessas.

Todos sofremos, mesmo que o neguemos, a pressão de não fazer asneiras quando decidimos – se está tudo online e se o Google nos dá resposta a tudo, como é possível que nos tenha escapado uma ou outra oportunidade, um ou outro pormenor, uma ou outra característica, que faz com que a nossa escolha não tenha sido a ideal?

E todos estamos, mesmo que o neguemos, em maior ou menor grau, perturbados com os efeitos da pandemia.

É por isso que KEEP IT SIMPLE é o caminho para o sucesso.

  • Definir propostas de valor claras.
  • Apresentar argumentos sólidos que as sustentem.
  • Formular promessas e benefícios fáceis de compreender.
  • Passar a certeza de que a opção que estamos a recomendar é, sem dúvida, a melhor opção que pode tomar quem nos está a ouvir.

É esta a receita que garante os melhores resultados para as marcas.

Não é fácil conseguir esta clareza e fazer todas as escolhas que têm de ser feitas até a atingir.

Mas se a marca não consegue ser clara no que diz … como pode esperar que as pessoas a percebam e adiram às suas promessas?