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No passado dia 13 de Outubro, o Papa Francisco canonizou, entre outros, John Henry Newman, que o seu antecessor, Bento XVI, tinha beatificado em 2010. Newman foi um destacado membro da igreja anglicana e chefe do Movimento de Oxford, tendo-se depois convertido à fé católica. Ordenado presbítero, viria a ser nomeado cardeal, sem nunca ter sido bispo, pelo Papa Leão XIII, em 1879.

São de grande profundidade e pertinência as suas considerações filosófico-teológicas sobre a consciência. Na moral pessoal, como na ética social, é frequente invocar a consciência individual como máxima autoridade, porque se entende que, nessas questões, não há verdades objectivas e universais e, portanto, qualquer opção que decorra da própria consciência já está, ipso facto, legitimada. O recurso à consciência individual justifica-se, numa moral autónoma, pela suposição de que a ética não pertence ao âmbito do saber e da verdade, mas do querer e da vontade, ou seja, da exclusiva liberdade pessoal. Se à decisão moral, em consciência, lhe basta ser livre, é porque se entende que não há verdades éticas que sejam objectivas e universais.

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