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Sim, já se sabe que por estes dias em Portugal, país de que a extrema-esquerda faz parte da solução de governo desde 2015, se vive em tumulto mediático a eleição de um deputado que é apresentado como sendo de extrema-direita. O ambiente é o do costume e já se viu noutros locais: qualquer um que agora queira passar por bom cidadão tem de declarar a sua preocupação com a entrada de André Ventura no parlamento. Numa espécie de reflexo pavloviano logo se ouve por todo o lado e de todos os lados a rejeição do novo deputado. Consegue-se ainda com tal clima que não se abordem as preocupações que levaram milhares de pessoas a dar-lhe o seu voto. (As reportagens efectuadas nesta semana nos locais onde o Chega obteve bons resultados são exercícios de uma arrogância sem limites!)

Também temos o Presidente que ora pode estar tão doente que não sabe se se vai recandidatar ora avisa que a legislatura vai depender da economia mundial. A isto juntou-se a prestação entertainer do Livre com a sua deputada que não queria ser discriminada por ser gaga e agora quer mais tempo para falar no parlamento precisamente por ser gaga (curiosamente o Livre não pediu mais tempo nos debates da campanha).

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