Páscoa

Quaresma introspetiva!…

Autor
  • Nuno Pires

A celebração da Páscoa deve ser potenciadora de uma renovação que marque, dure e perdure, baseada na humildade sem subserviência, na voluntariedade com coerência e na urbanidade sem formalidade.

Estamos em pleno período quaresmal, de reflexão, durante o qual os cristãos se preparam para a festa da Páscoa, celebrando o triunfo da VIDA sobre a morte, recordando o mistério da ressurreição de Jesus Cristo. Portanto, nesta caminhada, devemos ser levados a refletir sobre a importância da vida terrena, num contexto de melhoria evolutiva, tendo em vista o aperfeiçoamento contínuo.

É, pois, durante a quaresma que os crentes parecem demonstrar mais evidência na sua religiosidade, desafiando com mais afinco os caminhos da Fé. A prática corrente do dia a dia quaresmal fala por si. Porém, algumas vezes, todo o ritual inerente a este período, não passará disso mesmo, ou seja de um conjunto de práticas meramente formais. O que é uma pena. Isto, porque quando exercitamos atitudes de Espiritualidade, Fé e Esperança, devemos ter consciência da responsabilidade subjacente ao compromisso que deve conjugar a coerência do SER, no pensamento e na ação…do VIVER!…

A nossa atitude perante a vida deve, com efeito, sustentar-se em práticas coerentes, apontando o caminho da transformação, da aproximação ao outro, da atenção e do perdão, potenciando o entendimento e a reconciliação. É que, sem assumirmos a coragem e a virtude do perdão com reciprocidade, não conseguimos desenvolver a fraternidade, o amor perde o seu fulgor, a sua durabilidade e, consequentemente, o seu “prazo de validade”. Ora tudo isto tem mais sustentabilidade quando nos movimentamos laboral, social e espiritualmente, contextualizados na mensagem do amor, da misericórdia, da justiça e da fraternidade. E toda esta corrente construtiva, promotora da paz e da harmonia, que deve habitar no coração de cada um de nós, só pode acontecer quando se torna emergente, fruto de uma renovação constante, fluente e consistente. Por isso, a celebração da Páscoa deve ser potenciadora dessa mesma predisposição. Ou seja, de uma renovação que marque, dure e perdure, baseada na humildade sem subserviência, na voluntariedade com coerência e na urbanidade sem formalidade, ou por exigência.

Aproveitemos, pois, este tempo do tempo, não para vivermos mais uma quaresma cronológica, mas para SENTIRMOS e empreendermos uma vivência renovada, com gestos que signifiquem aproximação, entendimento e reconciliação, baseada na bondade e generosidade implantadas no nosso coração. Sobretudo apontando para uma VIDA NOVA, não nos esqueçamos de exercitar o perdão, pois, como diz o ditado “Se não perdoarmos, destruímos a ponte sobre a qual temos de passar”.

Sendo a nossa vida uma verdadeira obra de arte do Espírito Criador, vivenciemos então uma Quaresma Reflexiva, com entusiasmo, sorrisos e alegria na VIDA, em cada dia, todos os dias, procurando valorizar a prática do acolhimento, sustentada num diálogo autêntico com base na escuta e no respeito.

Feliz Páscoa!…

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