Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Boas e más notícias: o atual imperativo global de teletrabalho permite manter postos de trabalho, eficácia e resultados nas empresas, mas também gera cúmulos de stress, frustração e uma exaustão que pode levar ao burnout. Estudos recentes-recentíssimos, de 2019/20, alertam para os efeitos perversos do tecno-stress, mostram o impacto da invasão tecnológica domiciliar e falam de uma inclinação cada vez maior para a ruminação afetiva. Ou seja, o remoer consciente e constante, a propósito e a despropósito de ideias stressantes. Estes estudos advertem para as consequências nefastas da ruminação negativa de ideias e assumem que grande parte é potenciada pelo teletrabalho.

Atravessamos um tempo do tudo ou nada. De um lado, os que perderam emprego, os que se sentem excluídos, os que andam perdidos. Do outro, os profissionais que se mantêm no ativo, uns em sobrecarga, no seu posto, outros a trabalhar a partir de casa e todos a contribuírem para a sobrevivência das organizações e para a debilitada saúde das economias locais e nacionais, providenciando o sustento próprio bem como o de todos aqueles que pertencem ao seu agregado familiar, mas fazendo tudo isto à custa de muito desgaste e algum sofrimento.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.