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Há já alguns anos, um jornalista foi assistir a uma Missa dominical que celebrei, sem se apresentar, nem ter a delicadeza de me informar que a razão da sua presença não era pessoal, mas profissional. Depois, na notícia que a esse propósito, ou despropósito, fabricou, inventou que a homilia tinha sido sobre o inferno, palavra que pura e simplesmente nem sequer pronunciei nessa ocasião. Porque o fez?! Talvez porque essa reflexão tenha sido, como aliás é recorrente na minha pregação, sobre a liberdade ou, melhor dizendo, porque dito com palavras de São Paulo, a “liberdade gloriosa dos filhos de Deus” (Rm 8, 21). Mas, claro, para os propósitos da sua ‘grande reportagem’, não convinha dizer que um padre tinha exaltado a liberdade durante os quinze minutos do sermão e, por isso, habilmente, pôs-me a divagar sobre as labaredas infernais …

Pois é, ele há jornalistas e… ‘jornalistas’! Quem assinou a reportagem “A homossexualidade como uma doença”, transmitida pela TVI, pertence a este segundo grupo. Conheço muitos jornalistas que são pessoas de bem, com quem muito tenho aprendido e por quem tenho verdadeira admiração. Não conheço a pessoa responsável por aquela vergonhosa reportagem, nem o seu cúmplice secreto, que extorquiu sub-repticiamente imagens e falas, abusando da confiança de uma psicóloga e de um padre.

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