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Mário Soares

Chanceler alemã lamenta morte de “europeu convicto”

A chanceler alemã, Angela Merkel, apresentou as condolências a António Costa, pela morte do antigo chefe de estado Mário Soares, que lembrou como um "estadista excecional" e "europeu convicto".

SASCHA STEINBACH/EPA

A chanceler alemã, Angela Merkel, apresentou esta quarta-feira as condolências ao primeiro-ministro português, António Costa, pela morte do antigo chefe de estado Mário Soares, que lembrou como um “estadista excecional” e “europeu convicto”.

A Alemanha lamenta a morte de um grande patriota e de um estadista excecional, que serviu o seu país com dedicação. O seu nome estará sempre intimamente ligado à democracia moderna portuguesa”, disse, em comunicado publicado esta quarta-feira, em Berlim.

De acordo com a chefe do executivo alemão, “a Alemanha perde um bom amigo, que sempre manteve amizades pessoais com os chanceleres Willy Brandt, Helmut Schmidt e Helmut Kohl”.

“Ele será também relembrado pelos alemães como um europeu convicto, tendo liderado a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia em 1985”, referiu no comunicado, enviando também as “profundas condolências” ao país e à família do antigo Presidente da República português. Mário Soares morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

O funeral realizou-se na terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, após passagem do cortejo fúnebre pelo Palácio de Belém, Assembleia da República, Fundação Mário Soares e sede do PS, no Largo do Rato.

Antes, teve lugar uma sessão solene evocativa de homenagem nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, com intervenções da família, do Presidente da República, do presidente da Assembleia da República e do primeiro-ministro, através de um vídeo gravado durante a visita de Estado de António Costa à Índia.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985. Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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