Coreia do Norte

Coreia do Norte. Afinal, a frota americana ia no sentido contrário

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A frota nuclear americana que se acreditava ter estado ao largo da península coreana nunca o esteve. Seguia, aliás, no sentido contrário, confirma o Comando do Pacífico do exército.

YONHAP/EPA

A 8 de abril, a Marinha americana avançou a informação de que o USS Carl Vinson, acompanhado de uma frota de ataque estaria a navegar em direção à Península Coreana, numa clara tomada de posição face às tensões entre Pyongyang e Washington. Trump confirmava pouco depois que uma frota estaria a caminho.

Contudo, a frota dirigia-se no sentido oposto no fim-de-semana passado, a atravessar o Estreito de Sunda em direção ao Oceano Índico. A 8 de abril a frota abandonava a costa da Singapura após completar treinos com a Marinha Australiana ao largo da costa noroeste do país.

O correspondente coreano da BBC avança que “não é certo se a falha em marcar presença na Península terá sido uma deceção deliberada.”

Talvez tudo planeado para assustar o líder da Coreia do Norte, KimJong-un, uma mudança de planos, ou simplesmente uma falha de comunicação.”

As tensões entre Pyongyang e Washington têm agitado as águas nas últimas semanas, levantando questões sobre a possibilidade de as forças militares americanas levarem a cabo um ataque preventivo.

Na sua visita à região, na semana passada, o vice-presidente americano, Mike Pence, descreveu a Coreia da Norte como “a mais perigosa e urgente ameaça à paz e segurança” na zona. A bordo do porta-aviões USS Ronald Reagan, ancorado ao largo do Japão, o republicano assegurou a posição americana.

Vamos responder a qualquer ataque e corresponder o uso de qualquer arma convencional ou nuclear com uma resposta efetiva e esmagadora.”

Estas palavras foram proferidas no seguimento da parada militar levada a cabo por Pyongyang, no fim-de-semana, e após o teste de um míssil norte-coreano no domingo, que acabou por rebentar segundos depois de ter sido lançado. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Han Song-ryol, admite começar a testar mísseis todas as semanas e adverte para uma eventual “guerra de proporções” caso os Estados Unidos avancem com movimentos militares.

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