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Índia

Supremo Tribunal indiano revê prática de divórcio instantâneo do Islão

O Supremo Tribunal da Índia abriu inquéritos após um conjunto de petições colocarem em causa a prática do divórcio instantâneo do Islão. O tribunal irá examinar se a prática é fundamental na religião.

Apesar da prática ter décadas, o "triplo talaq" não é mencionado nenhuma vez no Corão ou na Xariá (lei canónica muçulmana).

AFP/Getty Images

O Supremo Tribunal da Índia abriu inquéritos após um conjunto de petições colocarem em causa a prática do divórcio instantâneo do Islão. O tribunal irá examinar se a prática é fundamental na religião. A Índia é um dos países do mundo onde o homem muçulmano pode divorciar-se instantaneamente da mulher apenas por dizer a palavra “talaq” três vezes. A expressão “talaq” quer dizer “repúdio” ou simplesmente “divórcio” e muitos ativistas consideram-na discriminatória.

Segundo a BBC, muitos grupos muçulmanos já contestaram a intervenção do tribunal nas suas questões religiosas, embora o movimento tenha o apoio do governo indiano. O assunto em questão está a ser ouvido por cinco juízes de diferentes credos – um cristão, um hindu, um muçulmano, um Sikh e um masdeísta – que reuniram num documento único as várias petições de grupos de direitos da mulher.

Os ativistas dizem que na maioria dos países muçulmanos, incluindo o Paquistão e o Bangladesh, continua a ser uma prática recorrente. Apesar da prática ter décadas, o “triplo talaq” não é mencionado nenhuma vez no Corão ou na Xaria (lei canónica muçulmana).

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