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Contraceção

Novo medicamento pode vir a substituir a pílula diária

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Investigadores da Universidade da Califórnia desenvolveram um medicamento que substitui a pílula diária. À base de plantas medicinais, impede a fecundação e tem menos efeitos colaterais.

Apelidados como "preservativos moleculares", a investigadora afirma que esta "poderia ser uma nova geração de contracetivos de emergência".

Wikimedia Commons

Investigadores da Universidade da Califórnia desenvolveram um medicamento que pode substituir a toma da pílula diária e da pílula do dia seguinte. À base de plantas medicinais, impede a fecundação e provoca menos efeitos secundários.

A pesquisa revela que a ciência se está a virar de novo para a medicina natural com um novo contracetivo à base de plantas, de uma só toma, que vai permitir às mulheres planear e planificar a sua gravidez. Ao invés de tomar a pílula diária para evitar a gestação, bastaria fazer uma única toma (antes ou depois das relações sexuais).

A pílula integra compostos das plantas dente de leão e ayahuasca (uma planta usada na medicina tradicional chinesa) e impede a fecundação do óvulo e não a sua implantação como sucede com a “pílula do dia seguinte”.

Polina Lishko, uma das autoras do estudo, explicou ao jornal espanhol ABC que o contracetivo poderá comercializar-se num período de dois anos e converter-se numa alternativa aos tradicionais contracetivos hormonais.

[O contracetivo] Ainda não foi testado em humanos, mas as duas plantas têm sido usadas há séculos em medicinas tradicionais e nós sabemos que são seguras. Estamos muito otimistas de que serão pouco tóxicos e os efeitos secundários mínimos”, acrescenta Polina Lishko.

As duas plantas bloqueiam a penetração do espermatozoide na membrana plasmática do óvulo, um dos passos chave da fecundação. Os investigadores não põem de parte a hipótese de o uso deste contracetivo ser unisexo. Segundo os testes feitos in vitro, não seria tóxico nem para o homem, nem para os óvulos da mulher. O fármaco poderia ser tomado por via oral, através da colocação de um adesivo na pele ou através de um anel vaginal.

A investigadora afirma que esta “poderia ser uma nova geração de contracetivos de emergência”, apelidados como “preservativos moleculares”,

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