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Autárquicas 2017

Autárquicas. Conselho Nacional do CDS aprova 37 coligações

O Conselho Nacional do CDS-PP aprovou na quarta-feira 37 coligações, 27 das quais lideradas pelos centristas, incluindo Lisboa com MPT e PPM, e dez lideradas pelo PSD, como Braga.

Telmo Correia afirmou que "o Conselho Nacional tem uma opinião unânime de elogio à candidatura da presidente do partido em Lisboa"

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Conselho Nacional do CDS-PP aprovou na quarta-feira 37 coligações, 27 das quais lideradas pelos centristas, incluindo Lisboa com MPT e PPM, e dez lideradas pelo PSD, como Braga.

“Há 37 coligações aprovadas, há uma notícia do nosso coordenador autárquico de que o CDS está muito à frente do que estava há quatro anos em número de candidaturas global. Neste momento não faltam fechar muitas candidaturas, o CDS apresentará candidaturas a mais concelhos do que fez há quatro anos”, disse à Lusa o presidente da mesa do Conselho Nacional, Telmo Correia.

A reunião do órgão máximo entre congressos foi também marcada pela discussão em torno da estratégia do partido e de questões recentes, como a proposta para o Metro de Lisboa, tendo Filipe Lobo D’Ávila, Raul Almeida e Rui Barreira feito intervenções críticas, designadamente ao centralismo de uma excessiva concentração em Lisboa, onde a presidente é candidata à Câmara, relataram fontes ouvidas pela Lusa.

João Rebelo, Nuno Magalhães e Telmo Correia fizeram a defesa da agenda e da estratégia do partido, referindo-se à proposta para o Metro de Lisboa que Assunção Cristas anunciou durante um debate quinzenal, tendo havido também intervenções que condenaram que sejam expressas críticas nas redes sociais.

A proposta de 20 novas estações para Lisboa, anunciada durante um debate quinzenal, foi criticada em publicações no Facebook por Filipe Lobo D’Ávila e Raul Almeida, tendo Pedro Pestana Bastos feito críticas à coligação com MPT e PPM em Lisboa igualmente na sua página naquela rede social.

“Os temas da agenda política do CDS foram falados e há sempre quem tenha opiniões diferentes, este órgão e este partido é profundamente democrático, mas acho que há um entendimento esmagadoramente maioritário de que o CDS em muitas matérias tem conseguido liderar a agenda”, argumentou Telmo Correia.

Sobre a questão do Metro, “houve sobretudo uma intervenção final da presidente do partido que teve um enorme acolhimento, explicando que essa matéria estava a ser pensada por ela há algum tempo e que aproveitou, sendo uma matéria da responsabilidade do Governo e sobre a qual o Governo tinha falado na véspera, o debate com o primeiro-ministro para a colocar na agenda”, afirmou.

“Partidos mais pequenos, com o devido respeito, que normalmente se têm coligado com o PSD, desta vez preferiram juntar-se ao CDS. Isso é que é o relevante nessa coligação [em Lisboa] e não uma ou outra declaração que pode gerar polémica, que pode ser mais feliz ou menos feliz”, defendeu ainda Telmo Correia, numa referência a declarações feitas pelo vice-presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira.

Telmo Correia afirmou que “o Conselho Nacional tem uma opinião unânime de elogio à candidatura da presidente do partido em Lisboa, de empenhamento nessa candidatura como uma candidatura simbólica em relação a todas as outras candidaturas no país”.

Filipe Lobo D’Ávila, que encabeçou uma lista ao Conselho Nacional alternativa no Congresso de Gondomar, fez uma intervenção em que defendeu que a líder não pode esquecer o país, apesar da candidatura à Câmara de Lisboa, pela qual deve fazer campanha e ter o melhor resultado, de acordo com fontes ouvidas pela Lusa.

Ainda de acordo com relatos da reunião, Raul Almeida, eleito ao Conselho Nacional na lista de Lobo D’Ávila, criticou critérios de seleção de candidaturas autárquicas ultrapassando concelhias, e deu exemplos como Espinho e Murça, e também a aliança em Lisboa com o MPT, por criticar o excesso de turistas na capital quando o CDS se bateu pelo turismo, designadamente com o então secretário de Estado Adolfo Mesquita Nunes, atual vice-presidente centrista.

Entre as 37 coligações aprovadas, 27 são lideradas pelo CDS-PP, 14 das quais com MPT e PPM: Lisboa, Ílhavo, Freixo de Espada à Cinta, Oliveira do Hospital, Évora, Mourão, Albufeira, Lagoa, Celorico da Beira, Guarda, Mafra, Monforte, Nazaré e Ribeira de Pena.

Foram aprovadas duas coligações em que o CDS lidera em aliança com o PSD, Constância e Alcochete, e dez em que o PSD lidera: Vila Nova de Famalicão, Vizela, Cascais, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras, Valongo, Ourém, Montijo, Palmela e Braga (que inclui também o PPM).

Há três coligações CDS-PP/MPT, em Vimioso, Sabugal e Lourinhã, e duas CDS-PP/Nós Cidadãos, em Felgueiras e Ferreira do Zêzere, e uma coligação CDS-PP/Nós Cidadãos/PPM, em Vila Nova de Foz Côa. Em Monchique, Silves, Fronteira e Marvão o CDS lidera coligações com o PPM e em Portimão encabeça uma coligação CDS-PP/PSD/MPT/PPM.

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