O presidente executivo da Galp considera que é do “interesse de todos que o esclarecimento seja feito”, a propósito do chamado Galpgate, caso que resultou do convite feito pela empresa a vários políticos para ver jogos do Euro 2016.

Nas primeiras declarações após ser conhecido o inquérito do Ministério Público que levou à demissão de três secretários de Estado, Carlos Gomes da Silva admitiu surpresa pelo desenvolvimento judicial que aconteceu um ano depois de ser conhecido o primeiro convite, ao ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade.

Na conferência sobre os resultados semestrais da Galp foi questionado sobre a demora entre o conhecimento do caso e as investigações do Ministério Público, que levaram para já à constituição de três arguidos — os três secretários de Estado que saíram do Executivo em julho.

“A surpresa não é só minha, a surpresa é global. Vamos deixar que a investigação se desenvolva serenamente”. O gestor reafirmou a convicção de que a empresa cumpriu a lei e “não deixou de fazer uma prática tradicional e comum a outros patrocinadores” de eventos desportivos.

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Acrescentou que ninguém da empresa foi ainda constituído arguido.

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